Tecnologia da APTA reduz em 30% a ocorrência da podridão nas pupunheiras

palmito pupunha valedoribeira
                A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Polo Regional de Pariquera-açu, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA Regional), desenvolveu uma técnica que reduz em 30% a ocorrência da podridão do estipe das pupunheiras, com o uso de fertilizante a base de fosfito de potássio para o controle. A doença pode provocar a morte da pupunheira e reduzir a produtividade em até 50%.

A pesquisa testou como modo preventivo, a aplicação do fosfito de potássio, um fertilizante comercializado na formulação líquida e que atua como fonte nutricional para as plantas. O resultado é a redução de 30% na severidade da doença na planta.

 Originalmente, o fosfito é aplicado no controle de doenças do abacaxi e dos citros. “Devido à falta de informação sobre o controle da podridão da base do estipe, desconhecia-se o efeito da aplicação dos fosfitos nesse patosistema pupunha x P. palmivora. O nosso trabalho teve o objetivo de avaliar a eficiência desse fertilizante no controle das doenças nas mudas”, diz o pesquisador da Secretaria, que atua no polo regional da APTA, Eduardo Jun Fuzitani.

 Os fosfitos agem inibindo o crescimento micelial e a esporulação de patógenos. “Eles induzem a planta hospedeira a produzir fitoalexinas, que agem no processo de defesa da planta contra a invasão do patógeno”, explica o pesquisador. 

 Com a aplicação do fosfito foi retardado o desenvolvimento da doença. “Esse tempo a mais vai depender muito do manejo que o produtor terá após a utilização do produto, como a realização de drenagens, adubação equilibrada, análise de solo e dispensa de herbicidas”, afirma o pesquisador.

 Por ser considerado um nutriente, o fosfito tem ainda função de fornecer fósforo e potássio à planta. Ainda não existem variedades de palmito pupunha resistentes a doenças, mas o polo regional da APTA estuda o desenvolvimento de novos materiais, por meio do melhoramento genético. As pesquisas, porém, devem levar alguns anos.

 A podridão da base do estipe da pupunheira é causada por dois fungos de solo, chamados Fusarium spp e Phytophthora palmivora. A doença incide em plantas jovens e adultas de pupunheira e é frequente em viveiros e em plantios com até um ano de idade. “São sintomas característicos da doença as murchas e amarelecimento da folha bandeira, seguido do amarelecimento e a seca das demais folhas, provocando a morte da planta”,  afirma o pesquisador.

 De acordo com o pesquisador, existem áreas com mais de 50% de morte das touceiras de pupunha, causadas pela doença. Em viveiros da Bahia, por exemplo, mais de 70% das plantas foram infectadas e mortas. “As plantas doentes encontravam-se distribuídas esparsamente nos plantios. A podridão é ainda comum na Costa Rica, principalmente em áreas mal drenadas”, explica.

 O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, destacou que o palmito pupunha é uma excelente alternativa para os produtores rurais da região do Vale do Ribeira. De acordo com o titular da Pasta, por ser uma região com clima propício, a quantidade adequada de chuvas e a existência de solos já abertos, se torna uma excelente opção para o desenvolvimento da cultura. “Diante dessa realidade, precisamos criar técnicas para que o produtor possa garantir a qualidade da sua produção, assim, atendemos uma das diretrizes do governador Geraldo Alckmin, de aproximar o conhecimento do produtor rural”, disse.

 

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