Tecnologia da APTA permite aumento da produtividade da batata-doce

 

Fernanda Domiciano – Assessoria de Imprensa - APTA

            Projeto desenvolvido no Polo Regional de Presidente Prudente da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, permite aumentar a produtividade de batata-doce. Alguns produtores chegam a produzir 17 toneladas por hectare. Na Agrishow 2017, pesquisadores da APTA apresentarão tecnologia de limpeza fitossanitária da planta, que resulta no aumento de produção e renda ao produtor e na oferta de produto ao consumidor. A tecnologia será exposta na Vitrine Tecnológica para Pequenas Propriedades, no estande da Secretaria de Agricultura.

            O trabalho desenvolvido pela APTA em Presidente Prudente, maior região produtora de batata-doce do Estado, identificou que os maiores entraves na produção eram os problemas fitossanitários, com reflexos negativos na produtividade da cultura. Para ajudar a solucionar os problemas, pesquisadores da Agência começaram a multiplicar ramas de batata-doce a partir de matrizes livres de vírus.

            Segundo a pesquisadora da APTA, Sônia Maria Nalesso Marangoni Montes, dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) refletem o ganho de produtividade obtido pelos produtores de batata-doce. De acordo com o IEA, houve incremento de 22% na produtividade da batata-doce em Presidente Prudente, Araçatuba e Sorocaba nos últimos três anos. “Temos observado em alguns produtores selecionados produtividade média de 15 a 17 toneladas por hectare”, afirma.

            Segundo ela, no início do projeto poucos produtores aceitaram testar o material livres vírus, porém, com os bons resultados, outros se mostraram interessados em também montar um viveiro com matrizes de qualidade fitossanitária. “Atualmente, o uso de matrizes livres de vírus está consolidado na região, responsável por 25% da produção paulista de batata-doce”, afirma Sônia. Antes da pesquisa desenvolvida pela APTA, os produtores adquiriam as ramas a partir de plantas de lavouras comerciais, já em época de colheita, sem considerar as condições de nutrição e sanidade.

 “Trabalhos como esse mostram a importância da pesquisa científica para o agricultor e a necessidade da pesquisa estar próxima dos produtores, uma das recomendações do governador Geraldo Alckmin”, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

 

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