Produtores conseguem dobrar a produtividade da batata-doce, graças à limpeza das mudas realizada pela APTA

batata doce

Durante Agrishow, Agência mostrará plantas livres de vírus

            A produtividade da lavoura de batata-doce do agricultor Ronaldo Milani dobrou, após trabalho desenvolvido pelo Polo Regional de Presidente Prudente da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A produção de batata-doce de Milani caia a cada safra devido à ocorrência de vírus. Ao identificar o problema, os pesquisadores da APTA passaram a disponibilizar aos agricultores da região de Presidente Prudente mudas de batata-doce livre de vírus, o que contribuiu para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do tubérculo. Mais de 300 produtores foram atendidos pela APTA. A tecnologia será apresentada na Agrishow 2018, no espaço Vitrine Tecnológica para Pequena Propriedade, no estande da Secretaria de Agricultura.

            “Eu sempre cultivei batata-doce. Desde que trabalhava com meu pai. Mas começamos a ter problema em 2001 e 2002. A produtividade oscilava muito. Tinha ano que colhíamos 500 caixas por alqueire, em outros duas mil caixas. Além disso, a qualidade ficou muito inferior. Na época do calor, a batata apodrecia em dois dias”, recorda Milani.

            O problema também estava sendo enfrentado por outros agricultores de Presidente Prudente, um das principais regiões brasileiras produtoras de batata-doce, onde foram colhidas 34 mil toneladas em 2016. “Fizemos um levantamento de 2010 a 2012 e constatamos que a maior dificuldade no cultivo apontada por 28 produtores rurais era o controle fitossanitário da cultura; a baixa produtividade foi apontada pela grande maioria dos agricultores”, conta Sônia Maria Nalesso Marangoni Montes, pesquisadora da APTA.

            Os pesquisadores da Agência identificaram, em conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que matrizes usadas para o plantio da cultura estavam contaminadas com vírus. “A partir daí, começamos a utilizar a cultura de meristema, um processo para obter mudas livres de vírus, e passamos a disponibilizar essas mudas sadias para os agricultores da região”, afirma.

            Milani foi o primeiro produtor que aceitou testar as plantas livre de vírus em sua propriedade e tem colhido os bons resultados do trabalho científico até hoje. “Minha produção, atualmente, oscila entre duas mil a quatro mil caixas por alqueire, dependendo do ano. Isso é mais que o dobro do que eu estava produzindo”, diz.

            Com o volume elevado, Milani conseguiu melhorar as condições de vida de sua família. “Melhorou tudo... condições de moradia, econômica. Consegui comprar um carro melhor, um trator melhor... sempre para inovar”, conta o produtor, que possui três propriedades, com o total de 40 alqueires, em Montalvão, interior paulista.

Por Giulia Losnak e Fernanda Domiciano

Assessoria de Imprensa – APTA

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