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Pesquisadores da APTA de Colina são homenageados por contribuições para setor de confinamento em gado de corte


Honraria foi feita pela revista DBO, uma das principais revistas especializada em agronegócio do Brasil; APTA de Colina é ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP

Os pesquisadores da APTA Regional de Colina, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Flávio Dutra e Gustavo Rezende, foram homenageados pela revista DBO por suas contribuições ao setor de confinamento no Brasil. A DBO é uma das principais revistas especializadas em agronegócio do País e escolheu 12 nomes de especialistas para homenagear pelo aniversário de 15 anos do seu Especial Confinamento. A homenagem ocorreu em 25 de agosto.

Dutra e Rezende são reconhecidos por terem desenvolvido o conceito do Boi 7.7.7, tecnologia amplamente utilizada nas principais regiões brasileiras produtoras de gado de corte, que preconiza que os bovinos ganhem sete arrobas na desmama, sete na recria e outras sete na engorda, abatendo um animal de 21 arrobas em até dois anos, tempo 30% menor do que a média brasileira.

De acordo com a DBO, a escolha dos nomes homenageados foi feita a partir de pesquisas em banco de dados da revista, consulta a especialistas e leitores, convocados a indicar nomes por meio do Portal e das redes sociais da publicação. “Estar entre os homenageados nos deixa muito honrados pela lembrança do setor produtivo pelos nossos nomes e por estar ao lado de pessoas com grande histórico e relevância na área de confinamento do Brasil”, comemora Dutra.

Rezende afirma que a APTA Regional de Colina tem em seu DNA gerar e levar conhecimento para quem precisa. “É um reconhecimento importante para toda a nossa equipe. As pesquisas desenvolvidas no Brasil são de muita qualidade e precisamos fazer com que cada vez mais elas cheguem a quem vai utilizar esse conhecimento, neste caso, o produtor rural. Temos feito isso ao longo dos anos e, por esse trabalho, estamos sendo reconhecidos”, afirma o pesquisador.

15 anos de evolução

Desde que o Especial Confinamento foi criado pela DBO, em 2006, até os dias atuais, o setor de produção intensiva de gado de corte tem evoluído muito no Brasil, de acordo com a dupla de pesquisadores da APTA Regional de Colina.

A primeira grande mudança apontada pelos cientistas é o tempo em que os animais permanecem em confinamento. Se antes os bovinos ficavam no máximo 90 dias nesse ambiente, hoje é possível que os animais ganhem peso em confinamento por até 150 dias. “A 15 anos atrás, o confinamento era visto apenas como uma estratégia de produção, mas na atualidade, em algumas propriedades, eles são uma unidade de negócio. O tempo de permanência dos animais mudou, assim como a dieta, que antes era a base de volumosos e hoje é composta por diversos nutrientes e aditivos que desafiam ainda mais os animais, melhorando a performance”, afirma Dutra.

Outras mudanças apontadas são a profissionalização e a escala dos confinamentos, que têm capacidade de receber até 50 mil animais. “A evolução dos confinamentos proporciona uma evolução em toda a cadeia. Normalmente, quanto mais perto do abate dos animais, mais aporte de tecnologias e mais investimento financeiro se faz. Por isso, dizemos que o confinamento é a porta para entrada de tecnologia para as fazendas de gado de corte. Por exemplo, os programas de gestão se iniciaram nos confinamentos e depois foram levados para outros setores das propriedades. É um local que capitaneia tecnologia, que depois é expandida para outras áreas”, explica.

Contribuição da APTA Regional de Colina para esses avanços

A revista DBO cita a dupla de pesquisadores da APTA Regional de Colina como responsável por derrubar velhos paradigmas e a maneira de se pensar a pecuária, consolidando, por exemplo, o conceito de “ganho de carcaça” para avaliação do desempenho dos animais no cocho. “Mostramos, por meio de nossas pesquisas, que a pecuária mudou muito ao longo dos anos no Brasil. Se antes uma arroba de bezerro era equivalente a uma arroba de boi gordo, hoje esse ágio é de até 50%. O ágio no boi magro varia de 8% a 15%, por isso, precisamos colocar mais peso nos animais para diminuir o custo da arroba. O confinamento, se usado com estratégia pelo pecuarista, traz esse ganho, ou seja, melhora a rentabilidade das propriedades rurais”, conta Dutra.

As vantagens no uso estratégico do confinamento não se limitam apenas ao campo. Elas podem ser vistas no mercado, pelos consumidores, que muitas vezes não têm ideia do que é ágio, confinamento e produção intensiva, mas sabem reconhecer uma carne de boa qualidade. “Para o consumidor, o confinamento proporciona uma carne mais macia, bem acabada e com padrão. Além disso, permite a produção de carne o ano todo, mesmo em período em que antigamente era possível ter falta do produto. Então é um aporte de tecnologia que vai beneficiar as fazendas, o bolso do produtor e a oferta e qualidade do produto para o consumidor”, diz Rezende.

Outros homenageados

Além da dupla da APTA Regional de Colina, também foram homenageados pela DBO, Nenê Silveria e Celso Boin, Danilo Grandini, Rogério Coan, Rafael Cervieri e Joca, Fernanda Macitelli, Paulo Marcelo Dias, Pedro Veiga, Danta Pazzanese, Ricardo Burgi e Flávio Portela. O perfil dos homenageados pode ser lido na edição de agosto da revista.

Por Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa – APTA
fdomiciano@sp.gov.br
gsalmeida@sp.gov.br

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