Pesquisa da Apta pode aumentar em 50% a produção de batata-doce

A produção de batata-doce no Estado de São Paulo pode crescer em até 50% com os resultados de pesquisa realizada pelo Polo Regional Alta Sorocabana - Presidente Prudente, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista. Isso porque a tecnologia promove a limpeza de vírus nas variedades mais cultivadas.

Para disponibilizar matrizes com sanidade, os pesquisadores da Apta coletaram as mudas de batata-doce plantadas na região de Presidente Prudente e realizaram o processo de cultura de meristema. As plantas fornecidas alcançaram até o dobro de produtividade e a redução do ciclo de colheita.

De acordo com Amarílis Beraldo Rós, pesquisadora do Polo, a batata-doce era colhida com 150 dias, agora a previsão de colheita é de até 130 dias. “O produtor rural pode produzir suas próprias ramas livres de vírus a partir da multiplicação de ramas de plantas matrizes saudáveis mantidas em viveiro com tela anti-afídeo, que não permite a entrada de pulgões’’, explicou. Os pulgões são transmissores de viroses para a batata-doce.

Antes da pesquisa da Apta, os produtores adquiriam as ramas usadas no plantio a partir de lavouras comerciais, já em época de colheita, sem considerar as condições de nutrição e sanidade. A utilização dessas ramas inadequadas, frequentemente, resulta em lavouras com produtividade inferior ao potencial produtivo da cultura e raízes desvalorizadas devido à presença de pragas e doenças.

A tecnologia foi apresentada na 11ª CooperShow, em Candido Mota, no estande da Apta, onde os pesquisadores forneceram ramas livres de vírus e orientaram sobre a manutenção e produção delas. ‘’Levar ao produtor rural o resultado das pesquisas realizadas pela Secretaria é uma das principais recomendações do governador Geraldo Alckmin para nossa atuação’’, ressaltou o secretário Arnaldo Jardim.

De acordo com dados do Instituo de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria, a produção de batata-doce em território paulista em 2015 alcançou 5.000.533 caixas de 24 quilos, cultivada em 6.936,62 hectares.

Por Myrela Santana

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