Câmara Setorial de Fungicultura realiza reunião com produtores de cogumelos

 

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Câmara Setorial de Fungicultura, reuniu a cadeia produtiva de cogumelos, em Campinas, no dia 6 de junho de 2016, para discutir políticas públicas voltadas ao setor. No evento foi apresentado um panorama sobre a produção paulista de cogumelos e também abordado a montagem de uma agenda estratégica e a discussão sobre as linhas de crédito para a fungicultura e a importação de cogumelos.

O evento contou com a participação de 120 pessoas. De acordo com o coordenador das Câmaras Setoriais, Alberto Amorim, o grupo debateu ações direcionadas ao setor. “A Câmara abriu espaço para ouvir a demanda dos produtores e, por meio disso, propor ações que alavanquem o setor”, disse.

Durante a reunião, o coordenador da Câmara Setorial destacou que a produção de cogumelos tem crescido nos últimos anos devido ao consumo cada vez maior da população.

Amorim, afirmou que 93 municípios paulistas produzem cogumelos. “São Paulo é responsável por uma das maiores colônias orientais no Brasil, e muitos destes imigrantes, em grande parte agricultores familiares, são produtores de cogumelos. A importância do setor hoje é maior do que antigamente, quando não havia muita produção”, comentou Amorim.

Por conta a importância do setor para o agronegócio paulista, o secretário-executivo do Fundo Paulista de Expansão dos Agronegócios (Feap), Fernando Aluizio Pontes de Oliveira Penteado, destacou que os fungicultores podem aderir a linha de financiamento de Agricultura em Ambiente protegido. “É a linha que mais se adequa ao setor, pois ela direciona para a implantação e modernização de reformas de estufas agrícolas e sistemas de produção em ambiente protegido, inclusive destinados à fungicultura”, comentou.

O produtor, seja ele Pessoa Física ou Jurídica, poderá adquirir uma linha de crédito de até R$ 200 mil, e terá até seis anos para pagar, com carência de dois anos.

A fungicultura no Estado de São Paulo

A proposta para a criação   da Câmara Setorial foi feita pelos produtores e entidades em visitas técnicas do secretário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, às regiões produtoras.  “Com a implementação da Câmara, o Governo doEstado de São Paulo se aproxima do setor no intuito de apoiá-lo, desenvolvendo políticas públicas para que a produção, em grande parte de agriculturafamiliar, seja estimulada e alavancada, como sempre nos orienta o governador Geraldo Alckmin”, ressaltou Arnaldo Jardim.

De acordo com o Censo Paulista de Produção de Cogumelos Comestíveis e Medicinais da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), existem 505produtores de cogumelo com produção de 12.745 toneladas, aproximadamente.

O censo mostrou que a produção mensal dos fungicultores varia de 80 quilos a 60 toneladas. O trabalho foi desenvolvido em conjunto com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e duas empresas relacionadas à fungicultura. A Câmara foi criada com auxílio das informações obtidas no censo.

O pesquisador do Polo Regional de Monte Alegre do Sul da APTA, Daniel Gomes, informou que a estimativa de renda líquida dos produtores varia de R$ 6 mil a R$ 18 mil, de acordo com o preço médio do Champignon de Paris, no ano de 2015, que era cerca de R$ 12, o quilo. Ainda levando em conta a produção deste cogumelo, notou-se que, anteriormente, era destinada à produção em conserva e agora, 52% dos produtores cultivam este cogumelo quase que exclusivamente para consumo in natura.

A fungicultura é o cultivo de cogumelos e vem ganhando cada vez mais espaço na produção paulista. Na produção de outros gêneros de cogumelos, encontram-se 25% dos produtores produzindo cogumelos do gêneroPleurotus ou, como é conhecido no Brasil, por Shimeji.

Osprodutores que cultivam Shiitake, ou Lentinula edodes , representam 16%, os que produzem Agaricus blazei , que é o cogumelo fitoterápico de origembrasileira, representam 3% e 4% declararam produzirGanoderma lucidum , Hering ( Pleurotus eryingii ), Nameko ( Pholiota nameko ),Enoki ( Flammulina velutipes ), entreoutros gêneros.

Padronização

Os produtores solicitam estudos para padronização de um sistema de classificação, permitindo o monitoramento do mercado seus preços e suas ofertas, o que deve valorizar os produtos de melhor qualidade, na opinião dos produtores.

Por Mônica Galdino

Assessoria de Comunicação do IAC

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