APTA apresenta na Agrishow 2017 tecnologia para cultivo de mudas altas de maracujá que evita contaminação por vírus

 

Giulia Losnak – Assessoria de Imprensa – APTA

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, fará a exposição de mudas altas de maracujá, que medem 1,6 m, aproximadamente, na Agrishow 2017. Com a tecnologia proposta pela Agência é possível evitar a contaminação das plantas pelo Cowpea aphid-borne mosaic vírus (CABMV) e produzir a fruta nos meses de dezembro a março, quando o mercado apresenta seus melhores preços.

A tecnologia consiste na produção das mudas de maracujá de maneira protegida, em estufas, o que permite o porte alto por ocasião do plantio. No sistema tradicional, as mudas vão a campo com cerca de 30 centímetros, entre os meses de março e abril. “Esse período coincide com o de produção da safra anterior, resultando na infecção precoce com o CABMV e em queda de produção e qualidade do fruto”, explica Nobuyoshi Narita, pesquisador da APTA.

Segundo ele, no modelo de produção que será apresentado na Agrishow, as mudas podem ser levadas a campo com, aproximadamente, 1,6 m de altura, em agosto, após a eliminação da cultura anterior. “Assim, evita-se a contaminação precoce da nova área. Antes de ocorrem as epidemias com o CABMV, o maracujá era considerada uma cultura perene, sendo cultivado por mais de três anos. Atualmente, é necessário fazer o plantio anual”, diz.

Os trabalhos da APTA com maracujá ficarão expostos na Vitrine Tecnológica para Pequenas Propriedades, no estande da Secretaria de Agricultura. “Uma das diretrizes do governador Geraldo Alckmin é darmos atenção justamente aos pequenos produtores paulistas”, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. 

 

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