Antúrios desenvolvidos pelo IAC e pela APTA Regional são cultivados de Norte a Sul do Brasil

Os antúrios desenvolvidos pelo Instituto Agronômico (IAC-APTA) e pela APTA Regional, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, são cultivados de Norte a Sul do Brasil. Os trabalhos do Instituto com a flor começaram na década de 50, quando foi iniciada cultura de diversos tipos na Fazenda Santa Elisa, em Campinas. Atualmente, o banco de germoplasma de antúrio fica localizado no Polo Regional de Pariquera-Açu, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e conta com mais de 500 acessos, além de dezenas de híbridos produzidos pelo programa de melhoramento genético e materiais oriundos de expedições científicas.

Atualmente, as pesquisas desenvolvidas pela APTA Regional e pelo Instituto Agronômico buscam plantas com maior resistência às principais doenças da cultura e inflorescência com melhor conformação e cor da espata para o mercado a partir de cruzamentos entre plantas. A pesquisa trabalha na avaliação da produção e pós- colheita de duas novas cultivares para o mercado de flor de corte.

“As cultivares de antúrio da APTA Regional e do IAC vêm conquistando o mercado nacional e estão entre as mais cultivadas no País para a produção de flor de corte. Experiências de exportação para países europeus têm demonstrado resultados bastante positivos, faltando apenas melhorar a organização dos produtores para atender o volume demandado constantemente”, afirma Edson Shigueaki Nomura, pesquisador do Polo Regional da APTA.

Os trabalhos do Instituto Agronômico com antúrio iniciaram na década de 50, com o pesquisador Hermes Moreira de Souza. Nos últimos anos, o instituto, em conjunto com a APTA Regional, já registrou 10 cultivares e lançou mais 14 tipos de antúrios, avaliados na unidade de pesquisa da Agência em Pariquera-Açu. “O processo de melhoramento é contínuo e em breve serão lançadas novas cultivares para o mercado de antúrio de corte”, explica Nomura.

O banco de germoplasma do IAC, localizado em Pariquera-Açu, mantém 500 acessos e é considerado um dos maiores do País. “No banco encontram-se plantas com características para flor de corte, uso em vasos e até mesmo cultivares com características diferentes do padrão comercial atual, mas que poderão fornecer genes de interesse para o melhoramento de novas cultivares”, afirma Nomura.

De acordo com o pesquisador da APTA, os antúrios têm alto valor ornamental, sendo usados como flor de corte ou planta envasada para decoração de jardins e interiores com pouca incidência de sol. “O antúrio é largamente utilizado na floricultura e paisagismo, sendo, entre as plantas tropicais, a segunda mais comercializada no mundo, superada apenas pelas orquídeas”, afirma.

Nomura explica que existem poucos dados atuais sobre a produção de antúrio, mas 75% da produção da planta de corte no Estado de São Paulo está concentrada na região do Vale do Ribeira.

Por Fernanda Domiciano

Assessoria de Imprensa – APTA

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