Agricultores familiares de Pindamonhangaba buscam orientações da Secretaria para aumentar a qualidade do leite

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, afirmou a produtores de Pindamonhangaba, que a Pasta tem buscado intensificar as ações na pecuária de leite, com foco no aumento da produtividade e na agregação de renda para o produtor paulista. “A pecuária de leite é uma das atividades prioritárias para a Pasta, estamos terminando de montar uma equação, pois esta atividade tem uma importância estratégica para a região e para grande parte dos municípios”, ressaltou o secretário durante o evento do Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf): Qualidade do Leite, realizado no dia 1º de setembro de 2016, no Polo Regional da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) do Vale do Paraíba.

O evento é uma ação integrada entre dois órgãos da Secretaria, o Instituto Biológico, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), com o apoio dos sindicatos rurais, cooperativas e associações, que identificam as principais demandas dos produtores para fornecer orientações dos especialistas sobre o controle de pragas na região.

Uma das ações atualmente em execução, de acordo com o Arnaldo Jardim, é uma parceria com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), que atribuirá à Pasta Estadual a responsabilidade de sancionar a opção de um laticínio que queira aplicar o PIS/Cofins devido em programas de extensão rural e assistência técnica. “Esta possibilidade já existe, mas ainda é pouco praticada pelos estabelecimentos. Poderá trazer grandes benefícios, ao proporcionar apoio e orientações do ponto de vista da genética, de comportamentos e de manejo para aumentar a produtividade”, anunciou, adiantando que haverá também um reforço na linha de crédito existente para a atividade pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap).

Além da pecuária de leite, lembrou o secretário, a Pasta tem com ações prioritárias o incentivo à fruticultura, olericultura e aquicultura no Estado, gerando mais oportunidades de ganhos na agricultura familiar.

 “O Prosaf é uma ação integrada da Secretaria, por meio da Apta e da Cati, que leva conhecimento e orientações básicas ao agricultor familiar, de como acessar os serviços de testes e análises, que podem melhorar muito as condições de atuação”, afirmou Antonio Batista.

O carrapato pode ser um transmissor da Babesia sp, agente causador da Tristeza Parasitária Bovina, além de causar outros prejuízos como a redução do ganho de peso e da produção de leite.

O uso inadequado de carrapaticidas é um dos principais desafios para o combate ao parasita, conforme alertou a pesquisadora da Secretaria que atua no Instituto Biológico, Márcia Mendes. “A realização anual do biocarrapaticidograma, que permite detectar qual o princípio ativo adequado para o tratamento, bem como as doses que devem ser ministradas e o intervalo necessário podem garantir maior eficiência no controle”, disse Márcia, que orientou os produtores sobre o exame realizado pelo Instituto Biológico.

Inflamação da glândula mamária, a mastite pode causar perda de produção de leite, sendo desencadeada por diferentes fatores como traumas, genética e principalmente, processos infecciosos. Além de hábitos de higiene, como manter a limpeza dos locais antes e após a ordenha, assim como dos úberes dos animais, a especialista recomenda a realização do exame microbiológico, que identifica o tipo de mastite, e o antibiograma, que indica o antibiótico ideal para o tratamento.

“O laboratório é um grande aliado de quem está no campo, pois nem sempre a doença pode apresentar sintomas como a presença de grumos no leite, febre, dor e edema dos úberes e alterações nas análises de contagem bacteriana total (CBT) e de células somáticas”, disse.

Durante o evento, Arnaldo Jardim, o diretor do Instituto Biológico, Antonio Batista Filho, e a coordenadora do Prosaf, Harumi Hojo, lançaram a cartilha e o vídeo “Controle estratégico do carrapato bovino” (leia aqui).

Orientação

Produtores, técnicos e estudantes acompanharam atentamente às orientações das especialistas do Instituto Biológico no evento em Pindamonhangaba para promover o controle das doenças no rebanho e aumentar a qualidade do leite produzido na região.

O produtor de leite e hortifruti Rubens Andrade Vilela buscou o curso para aprimorar as práticas que já realiza em sua propriedade. “Vim participar da atividade para sanar um problema de incidência de mastite nos meus animais. Também busco fazer contatos com outros produtores e os técnicos da Secretaria, pois há sempre muitas novidades para aprender. Se não estivermos atentos às novas tecnologias, o negócio não vai para frente”, afirmou.

O administrador de uma propriedade de pecuária de leite e cultivo de frutas orgânicas José Carlos dos Santos veio de Jacareí para acompanhar as palestras. “A mastite é um problema que todos os produtores têm, por isso é importante sempre participar de palestras para descobrir como combater esse problema. Queremos sempre melhorar para garantir a sanidade do rebanho e o sustento da fazenda”, afirmou o produtor, que teve conhecimento da atividade pela Casa da Agricultura.

A comunicação entre os pesquisadores e produtores é fundamental, na avaliação do diretor técnico do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Pindamonhangaba, Paulo Henrique Salgado de Queiroz. “A Cati precisa desses eventos para ter acesso às demandas da região A mastite e a incidência de carrapato são situações dinâmicas, sempre temos de lidar com a resistência; por outro lado, temos o aperfeiçoamento de medicamentos, tratamentos e manejo. Para o segmento da agricultura familiar é essencial que atividade como essa sejam rotineiras”, ressaltou.

As orientações de controle do carrapato chamaram a atenção do estudante de biologia Felipe Eduardo de Matos Godoi. “O problema da resistência do carrapato se deve principalmente ao fato de que os produtores desconhecem as informações sobre o parasita. Compartilhar essas orientações é muito importante para resolver este problema que afeta a pecuária de leite paulista”, observou o estudante do 8º semestre da Universidade Santo Amaro (Unisa), que abordou o tema em sua iniciação científica e pretende atuar na área do controle biológico assim que se formar, em dezembro.

O evento teve ainda a presença do diretor municipal de Agricultura de Pindamonhangaba, Paulo Ricardo Imparato; da secretária do Agronegócio e Meio Ambiente de Redenção da Serra, Nelma Biondi; do presidente das Associações dos Sindicatos Rurais do Vale do Paraíba, Wander Bastos; do presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural de Pindamonhangaba, Claudio Macedo; do coordenador da regional Sudeste-Taubaté do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), José Luiz Hungria; do diretor-geral dos Polos Regionais da Apta, Silvio Tavares; e do diretor do Polo Regional Vale do Paraíba, Hélio Minoru.

Por: Paloma Minke

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