VARIEDADES DE CEVADA IAC 75741 E CB 8403-245 SÃO DESTAQUES NO DIA DE CAMPO DE CEREAIS DE INVERNO EM MANDURI (SP)

11/09/2007

O Pólo APTA Sudoeste Paulista, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, apresentou cultivares e linhagens promissoras de aveia e cevada, no “Dia de Campo de Cereais de Inverno”, que aconteceu nos dias 02 e 03 de Setembro, na cidade de Manduri.

Toda a explicação dos cultivares foi apresentada por Moacyr Mendes Souto, funcionário do Pólo, que trabalha há mais de 23 anos com cereais de inverno. Moacyr falou sobre as linhagens de cevada promissoras e que estão prestes a serem lançadas como variedades, dando como exemplo a cevada cervejeira, que nos estudos desenvolvidos no Pólo do Sudoeste Paulista, apresentou ciclos médios de 115 dias, altura média de 95 cm, tolerância às principais doenças fúngicas e produtividades elevadas.

Como resultado, os produtores interessados no cultivo da cevada cervejeira, por intermédio da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), propuseram parceria com a Maltearia do Vale, que se prontificou a comprar toda a cevada produzida pelos parceiros. Para essa parceria, os produtores devem adquirir sementes provindas do DSMM/CATI.

Já o pesquisador Paulo Cesar Reco, do Pólo APTA Médio Paranapanema, participante do programa de cereais de inverno da APTA, apresentou a cultivar de Aveia IAC 7. Para o pesquisador, a variedade ainda pode ser considerada a melhor do mundo no quesito fibras funcionais e também para a indústria,  bem como novas linhagens selecionadas pelo programa de melhoramento de cereais de inverno e que estão sendo testadas e prestes a serem lançadas para o produtor. “São aveias precoces, produtivas, medianamente tolerantes às principais doenças e de boa qualidade e rendimento industrial para a obtenção de aveia em flocos”, diz.

Segundo Armando Azevedo Portas, diretor do Departamento de Sementes Mudas e Matrizes da CATI, o trabalho feito com os cereais de inverno visa selecionar os materiais e torna-los competitivos economicamente, agregando valor aos produtos. “Para ser uma alternativa viável de diversificação, a produção tem que gerar renda. Para tanto, precisa-se de qualidade industrial e quantidade adequada”.

Ele explica também que essa unidade produz outras espécies de sementes. O milho variedade, por exemplo, teve uma produção este ano de 120 mil sacos. “A maior parte de milho variedade disponibilizada para todo o Brasil vem dessa Fazenda. É um trabalho constante de transferência de conhecimento e extensão rural”.

João Sampaio, secretário de Agricultura e Abastecimento, presente no dia de campo, falou do prazer em estar pela segunda vez visitando a unidade. Ele acredita que as parcerias realizadas têm proporcionado o crescimento da produção de trigo, triticale, cevada e aveia no Estado de São Paulo. Destacou o inestimável serviço prestado aos produtores e ao povo paulista. “Nos últimos 50 anos, muitas tecnologias foram geradas nessa fazenda. Para melhorar ainda mais o atendimento dessa e de outras fazendas do Estado, já colocamos no orçamento do próximo ano, recursos para modernizar os equipamentos de campo, com novas máquinas e implementos, visando dar um salto de qualidade no atendimento aos produtores paulistas”.

Na oportunidade o Secretário João Sampaio e o coordenador da CATI, descerraram a placa alusiva às comemorações dos 50 anos de atividade da Fazenda Ataliba Leonel.

Fazenda Ataliba Leonel

A fazenda Ataliba Leonel, da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), está localizada no município de Manduri. A fazenda tem uma área de quase quatro mil hectares, sendo 1.700 ha de reserva natural, 30 ha em açudes e o restante utilizado para produção de sementes, que são direcionadas prioritariamente para atendimento ao agricultor familiar. Destes, 460 hectares são irrigados via pivô central. A área plantada rende anualmente 6.500 toneladas de sementes de milho variedade, trigo, triticale, aveia, soja, feijão, girassol, entre outras, dos mais de 20 tipos produzidos. São feitos anualmente, dois plantios, sendo: o de inverno e o de verão. Se não está plantando, está colhendo. É uma fazenda sempre em movimento.

O coordenador da CATI, Francisco Simões, ressaltou que a Fazenda Ataliba Leonel é uma grande unidade de renovação, já que historicamente não só reproduz e sim busca saber as reais necessidades do agronegócio paulista. “Estamos estudando a possibilidade de, num futuro próximo, colocar parceiros produzindo sementes nessa e em outras unidades dentro do Estado de São Paulo”. Francisco frisou o apoio do Secretário João Sampaio em todos os trabalhos desenvolvidos pela instituição. “As atividades da CATI e de outras coordenadorias tem gerado bons frutos, graças a simplicidade e eficiência com que o Secretário trata todos os assuntos referentes ao agronegócio paulista”.


Projetos

São Paulo é um pequeno produtor de trigo, se comparado com Rio Grande do Sul e Paraná, que são responsáveis por 90% da produção brasileira. Segundo estimativa do Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, São Paulo teve um acréscimo de 74% na área cultivada com trigo, passando de 40,8 para 71 mil hectares. Já a produção cresceu 108%, chegando a 195 mil toneladas.

A Ação Governamental Trigo Paulista de Qualidade envolve hoje 404 agricultores e uma área plantada de 2.930 hectares. Foram fornecidas 352 toneladas de sementes com expectativa de produção de 8,8 mil toneladas. O DSMM vendeu 1,6 mil toneladas de sementes e tem uma previsão de produção de 40,5 mil toneladas. Já no caso do triticale são quatro contratos firmados e uma área plantada de 292 hectares. Foram fornecidas pelo DSMM 35 toneladas de sementes, cuja previsão de produção está em torno de 1,3 mil toneladas. A estimativa para esta safra está 68% maior, com 25,5 mil hectares plantados e uma produção 92% maior, alcançando quase 70 mil toneladas de produção.

Edisson Ulisses Ramos Júnior

Jairo Elieser da Silva

Cleide Elizeu

 

Assessoria de Comunicação da APTA.

Tel: (19)3743.1679

 

 

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