TRABALHO DE RECOMPOSIÇÃO DE MATA CILIAR DO PÓLO CENTRO NORTE/APTA VAI A CONGRESSO MUNDIAL, EM BUENOS AIRES

O trabalho “Recomposição da Mata Ciliar da Face Noroeste do Açude – Polo APTA Centro Norte - Pindorama - SP” será apresentado no 13º Congresso Florestal Mundial que acontece no período de 22 a 28 de outubro em Buenos Aires (Argentina).  A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

 

O trabalho apresenta mudanças ocorridas numa área reflorestada em 1999, localizada no Pólo Centro Norte/APTA, segundo os pesquisadores Maria Teresa Vilela Nogueira Abdo e Antonio Lucio Mello Martins (Pólo Centro Norte); Sidney Rosa Vieira (Instituto Agronômico – IAC) e Luis Cláudio Paterno Silveira (docente da UFLA). O projeto foi desenvolvido na margem noroeste do açude da unidade, que ocupa posição estratégica e se destaca pela diversidade do solo do local. Este solo apresentava características de brejo mais próximo da lâmina de água e uma área bem seca nas maiores altitudes, o que exigiu um trabalho diferenciado de recomposição.

 

Outro fator que incentivou o plantio na área foi a proximidade com um fragmento florestal numa lateral e a presença de mata sem regeneração natural, localizada na outra lateral do açude, relatam os pesquisadores. “Com o plantio da mata ciliar na área, pretendia-se implantar um corredor de fauna que favorecesse o trânsito livre de animais por toda a área e com isso incentivar a propagação das espécies florestais e manutenção da biodiversidade.”

 

A presença de brejo na área - que parecia um obstáculo para a realização do trabalho - possibilitou um trabalho seletivo de escolha de espécies resistentes ao encharcamento e implantação do plantio específico nessa área, dizem os autores do trabalho. “10 anos após as atividades terem sido realizadas, constata-se que algumas práticas, muitas vezes controladas ou limitadas legalmente, podem contribuir muito para a recuperação de um ecossistema. Isso ressalta a importância do trabalho de pesquisa e experimentação, conferindo a essas atividades uma base sólida para a orientação de produtores frente aos problemas ambientais diversos e também para uma melhor adequação das leis ambientais vigentes.”

 

Outras informações podem ser obtidas com os autores pelos e-mails mtvilela@apta.sp.gov.br; lmartins@apta.sp.gov.br; sidney@iac.sp.gov.br; e lcpsilveira@ufla.br.

 

Assessoria de Comunicação da APTA

José Venâncio de Resende

(11) 5067-0424

 

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