SEMINÁRIO VAI EXPLORAR VANTAGENS DO VALE DO RIBEIRA NA PISCICULTURA

 

O potencial da região do Vale do Ribeira para o desenvolvimento da piscicultura está na abundância de recursos hídricos, clima favorável para criação da maioria dos peixes de interesse comercial, muitas estruturas de criação já instaladas (principalmente viveiros escavados e por barramento) e a proximidade com grandes centros consumidores como São Paulo e Curitiba. É o que diz a pesquisadora Camila F. Corrêa, do Pólo Regional do Vale do Ribeira/APTA, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Ela aponta ainda como vantagem a vontade e a necessidade dos produtores rurais em desenvolver a piscicultura.

 

Camila Corrêa fará palestra sobre “Criação do robalo-peva em água doce”, durante o “IV Seminário de Piscicultura do Vale do Ribeira”, no dia 7 de agosto em Pariquera-Açu (SP). O evento, destinado a produtores rurais, técnicos e estudantes, será realizado pelo Pólo Regional, Instituto de Pesca (IP-APTA), CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). E terá patrocínio da empresa Guabi Pirá e da Associação de Aquicultores do Vale do Ribeira (AQUIVALE).

 

O Vale do Ribeira já foi a principal região com pisciculturas no Estado de São Paulo, segundo Corrêa. “Houve uma grande expansão quando houve o aumento de pesque-pagues por todo o estado e pelo Brasil. Entretanto, após esta fase inicial, o setor produtivo enfrentou dificuldades, com o aumento dos custos dos insumos e dificuldade de colocação do seu produto no mercado a preços competitivos. Nos últimos anos, estamos percebendo uma mobilização dos piscicultores da região para retomar a atividade.”

 

Tanto que a perspectiva é de crescimento da atividade, diz a pesquisadora. “Tivemos, por exemplo, a formação de uma associação de piscicultores na região, a AQUIVALE. Outro indicativo é a instalação de novos empreendimentos de piscicultura em algumas cidades. Também existe um trabalho para a reativação da processadora de peixes de Jacupiranga.” Para Corrêa, todo esse potencial de crescimento da atividade vêm sendo trabalhado há alguns anos, de forma participativa, entre piscicultores e produtores rurais, pesquisadores da APTA, técnicos da CATI, do SEBRAE e do ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo), alunos da empresa júnior da UNESP e técnicos de prefeituras da região, além de pessoas convidadas de outras localidades para intercâmbio de informações e experiências.

 

Outras informações sobre o seminário podem ser obtidas pelo telefone (13) 3856-1656 ou pelo e-mail iolanda@apta.sp.gov.br. A programação completa está disponível na agenda de eventos do site www.apta.sp.gov.br

 

Assessoria de Comunicação da APTA

José Venâncio de Resende

(11) 5067-0424

 

Notícias por Ano