SECRETÁRIO JOÃO SAMPAIO INSTALA CÂMARA SETORIAL DE UVA E VINHO, EM SÃO ROQUE

28/10/2008

O presidente do Sindicato das Indústrias de Vinho de São Roque (SINDUSVINHO), Cláudio José de Góes, foi escolhido como o primeiro presidente da Câmara Setorial de Uva e Vinho da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em reunião realizada no dia 22 de outubro, em São Roque (SP). A Câmara Setorial foi criada pela resolução SAA – 54 (22/10/2008), do secretário João Sampaio, com as atribuições de propor soluções para os problemas da cadeia produtiva; propor políticas de desenvolvimento para o setor âmbito do Estado de São Paulo; e encaminhar sugestões e reivindicações da comunidade técnica, produtiva e comercial, bem como dos trabalhadores do setor e consumidores, entre outras.

A nova Câmara Setorial é constituída por agentes e atores econômicos e técnico-científicos, representantes dos seguintes segmentos da cadeia de produção: associações, cooperativas e outras representações de produtores de uva e de vinho; universidades, faculdades e institutos de pesquisa; equipamentos e insumos; entidades governamentais (estaduais e federais); e distribuição e comercialização (restaurantes, supermercados, vinícolas, etc.).

Evento

Durante o evento em São Roque, a pesquisadora Adriana Verdi, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e coordenadora do projeto “Revitalização da Cadeia Vitivinícola Paulista: competitividade, governança e sustentabilidade (Pró-vinho)”, apresentou os resultados da primeira fase do projeto e os próximos passos. O Pró-vinho reúne representantes da cadeia de produção do vinho e derivados. O projeto envolve 29 pesquisadores e cinco instituições (IEA, IAC e ITAL da APTA, CATI e Unicamp), tem financiamento da FAPESP e apoio de sindicatos, associações e cooperativas de produtores de uva e vinho, além de sindicato de trabalhadores, prefeituras municipais, Circuito das Frutas e FIESP.

O projeto busca contribuir para o desenvolvimento do setor, mediante análise do desempenho da cadeia produtiva, elaboração de uma base de dados que forneça subsídios para a definição de estratégias dos agentes envolvidos e, principalmente, as ações de políticas públicas no âmbito do desenvolvimento econômico e social, explica Verdi. Dessa forma, pretende-se fortalecer a tradição de produção dos municípios de São Roque, Jundiaí, São Miguel Arcanjo e Jarinu, bem como recuperar antigos lemas como “capital da uva” e “capital do vinho”, dentro da visão de desenvolvimento territorial e valorização das “vocações locais”.

Entre as atividades previstas no projeto, destacam-se: diagnóstico do desempenho da cadeia de produção do vinho e derivados (principais entraves, oportunidades de negócios, formas apropriadas de propaganda e comercialização, outras atividades desenvolvidas como turismo); caracterização dos vinhos da região; capacitação de vitivinicultores; avaliação do comportamento edafo-climático das variedades de uva destinadas à produção de vinhos finos; implantação de duas coleções de germoplasma no Instituto Agronômico (IAC-APTA), das quais uma de uvas para vinhos e derivados e outra para porta-enxertos.

Na primeira fase do projeto, foram concluídos 98% do levantamento de campo (entrevista com 880 produtores de uva e 129 produtores de vinho, dos quais 57 já comercializam o produto). Constatou-se que o município de Jundiaí concentra o maior número de produtores de vinho(92 vinicultores, dos quais 35 comercializam o produto). Já São Miguel Arcanjo reúne 530 produtores de uva (a maior concentração de viticultores entre os municípios abrangidos pelo projeto).

Além disso, o sistema de informatização para montagem de banco de dados já foi concluído (40% das informações já estado digitados). E o IAC já desenvolveu a instalação da base para a avaliação do comportamento edafo-climático de doze variedades de videira (a próxima etapa é testar a adaptação dessas variedades na região).

Para o diretor executivo do SP Vinhos, Vorneis de Lucia, a Câmara Setorial de Uva e Vinho permitirá o salto qualitativo das iniciativas envolvendo as entidades que atuam no setor. Já o gerente de ação regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Fausto Longo, a nova Câmara Setorial é o começo de nova fase da cadeia de produção no Estado de São Paulo, que vai permitir a máxima exploração das potencialidades de produção de uva e de geração de valor agregado por meio da diversidade de produtos industriais derivados.

O presidente do Sindusvinho e novo presidente da Câmara, Cláudio José de Góes, enfatizou a importância de se desenvolver a indústria paulista de vinho, estimulando o aproveitamento da uva produzida no Estado em regiões como Jales e Ribeirão Preto, além da região tradicional. O coordenador da CODEAGRO (Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios), José Cassiano Gomes dos Reis Jr., destacou a importância de a Câmara Setorial e o SP Vinhos trabalharem em conjunto, como dois pilares do revigoramento do setor. Já o prefeito de São Roque, Efaneu Nolasco Godinho, defendeu o maior envolvimento dos produtores de uva da região para aproveitar as oportunidades desta iniciativa. Por fim, o secretário-adjunto Antonio Júlio Junqueira de Queiroz fez apelo ao setor para aproveitar as oportunidades do mercado de vinhos de São Paulo, que representa 60% do vinho comercializado no Brasil.

José Venâncio de Resende
Assessoria de Comunicação da APTA
(11) 5067-0424



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