São Paulo: microrregião de Piracicaba vai moer 10% mais cana na safra 2006/2007

28/04/2006

A safra da cana-de-açúcar já começou na microrregião de Piracicaba – em torno de oito municípios – e deverá render 10% mais do que na safra passada, em torno de 8,019 milhões de toneladas. Para a macrorregião, que compreende 33 municípios, a safra 2006/2007 resultará em 39 milhões de toneladas do produto, 10% da moagem total do Centro-Sul. O número de cortadores de cana é o único que deve encolher, pelo menos 10%, segundo informações do presidente da Afocapi (Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba), José Coral.

Apesar da Unica (União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo) informar, através de sua assessoria, que o crescimento prévio estimado para a região Centro-Sul deve ser de 8%, a porcentagem ainda não está fechada e deve ser um pouco maior, segundo Coral.

Já na macrorregião de Piracicaba, que reúne 33 municípios e 18 indústrias, a estimativa já está fechada para colheita, que será ampliada em 10%.

 

Logo, pelo cálculo, entre as propriedades das usinas e dos fornecedores, na macrorregião, serão produzidas mais 3,9 milhões de toneladas de cana do que na safra de 2005/2006 e, no caso da microrregião, a geração será maior em 801 mil toneladas.

 

A Usina Santa Helena, do grupo Cosan, localizada na cidade de Rio das Pedras, foi a primeira a iniciar a safra na microrregião e, na próxima semana, a Costa Pinto inicia sua atividades em Piracicaba. “Até dia o dia 15 de maio, 90% das usinas da microrregião de Piracicaba já estarão em funcionamento”, afirma Coral.

 

Mas, mesmo com a ampliação da área de plantio, haverá um corte de 6 mil trabalhadores, acredita o presidente da Afocapi. “O número tem caído por causa da entrada das máquinas no campo”, afirma. Na macrorregião, dos 42 mil empregados na colheita passada, 36 mil deverão trabalhar este ano.

 

Em 2005, de toda a cana moída na macrorregião, 48% foram para a produção de açúcar e 52% para a de álcool. Coral, da Afocapi, acredita que, a safra atual será dividida igualitariamente para ambos os derivados da planta.

 

“É bem provável que saia meio a meio, porque não podemos perder o mercado de açúcar que está próximo a nós. Então, é preferível pegar um pouco da produção do álcool, mas “de olho” no mercado interno para não faltar aqui. Mesmo que seja 50% para cada produto, o acréscimo de dois pontos percentuais para o açúcar não vai afetar o consumo de álcool”, acredita Coral.

 

Já a assessoria da Unica relata que essa safra será mais alcooleira. A informação é baseada em novos projetos de destilarias no Estado de São Paulo, que estão voltados à produção do álcool.

 

 CONSECANA

 

O quilo da ATR (açúcar total recuperável) deve sair por R$ 0,2950, mais 3,14% de reajuste, segundo Coral, da Afocapi. “Este é o valor que conseguimos ganhar na atualização do sistema, que vai dar R$ 0,3040. Essa quantia cobre os gastos e vai remunerar o setor satisfatoriamente. Não posso falar que é ótimo porque os custos variam conforme a distância da propriedade, quantidade de adubo. Quem tem um custo mais reduzido vai lucrar mais”, afirma Coral.

 

Fonte: Página Rural

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