PARCERIA ITESP-APTA INCENTIVA MELHORIA DA PRODUÇÃO DE MANDIOCA NO VALE DO PARAÍBA

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Técnicas de pesquisa participativa para selecionar os melhores solos para o plantio da mandioca foram utilizadas durante dia de campo, em 12 de janeiro, por pequenos agricultores do Assentamento Nova Esperança I, no município de São José dos Campos, Vale do Paraíba paulista. O encontro, destinado ao resgate da cultura da mandioca, foi realizado pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” (ITESP) em parceria com o Polo Vale do Paraíba/APTA Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
 
A atividade, orientada pelo pesquisador Antonio Carlos Pries Devide, consistiu da introdução por parte dos produtores de um vergalhão no solo, repetida por diversas vezes, para diagnosticar a presença de camadas adensadas nos solos do Assentamento. O problema do solo compactado é que gera a podridão das raízes de mandioca, uma vez que a água não drena adequadamente, levando ao encharcamento e ocorrência de doenças que danificaram as nossas manivas-sementes e impediram a produção de raízes, diz o produtor Waldir Martins.
 
A idéia é melhorar a qualidade das áreas de produção de uma das culturas mais importantes para a manutenção da segurança alimentar, com geração de renda ao produtor e a recuperação do solo agrícola, explica Devide. Assim, a APTA está disponibilizando os materiais propagativos de mandioca de alta qualidade, além de informações técnicas repassadas de maneira participativa aos produtores.
 
A importância do método participativo para o produtor rural é destacada por Devide, pois vai além do cultivo da mandioca, despertando a necessidade do hábito da avaliação prévia do solo para um adequado planejamento. Ou seja, se o solo está compactado, deve-se cuidar previamente, seja por meio da adubação verde ou da subsolagem na época seca, para o posterior plantio de mandioca.
 
Rusticidade
 
Outro ponto forte dessa parceria está nas características do material genético introduzido, que é considerado incomum. Essas mandiocas, provenientes do programa de melhoramento genético do Instituto Agronômico (IAC-APTA), são ricas em vitamina A (amarelas). Portanto, proporcionam melhorias consideráveis à nutrição da população que as consomem, relata a pesquisadora Teresa Losada Valle, coordenadora do programa.
 
A mandioca de mesa tem as características de uma cultura hortícola, porém sua rusticidade é sem igual, destaca José Luiz Hungria, coordenador do ITESP no Vale do Paraíba e Litoral Norte. Isto possibilita que o cultivo seja feito em solos de baixa fertilidade natural, onde outras espécies não produziriam satisfatoriamente, como ocorre na maioria da região.
 
Além da variedade comercial mais plantada no Estado (IAC 576-70 'Amarelinha'), foram introduzidos a nova variedade de mandioca de mesa IAC 06-01 (que contém quatro vezes mais vitamina A que a 'Amarelinha') e dois novos clones, que serão validados pelos próprios agricultores em termos de produtividade, qualidade culinária das raízes e possibilidade de uso na produção de farinha de mesa. São eles o IAC 265-97 e o IAC 108-00. Isto vai gerar informações importantes para o programa de pesquisa da APTA, pois o desempenho dos novos materiais será avaliado nas reais condições do produtor rural que é o centro das atenções dessas atividades.
 
 
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