NOVO MANUAL TÉCNICO APRESENTA ALTERNATIVAS DE USO DA AMOREIRA

 
Acaba de ser lançado o manual técnico “Alternativas de Uso da Amoreira (Morus spp)”, elaborado por pesquisadores da APTA Regional, vinculada à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A amoreira - tradicionalmente cultivada em escala comercial para alimentação das lagartas do bicho-da-seda (Bombyx mori L.) -, além da importância na sericicultura, pode ser utilizada na criação de outros animais, na medicina alternativa, na fruticultura (rica em compostos fenólicos), na arborização de ruas e praças e em áreas de reflorestamento.
 
O manual técnico - destinado a produtores, técnicos, professores, estudantes e outros interessados - discorre sobre os principais usos da amoreira. Segundo os historiadores, citados pelos autores, o cultivo teve início na China há aproximadamente 6.000 anos. Atualmente, estudos científicos vêm sendo realizados com o objetivo de desenvolvimento de tecnologias para aproveitamento diverso da planta (folhas, ramos e frutos) tendo em vista a facilidade de propagação, adaptação, precocidade, rusticidade e produtividade.  
 
Trata-se de planta rústica que vegeta por muitos anos, mesmo em solos pouco férteis, dizem os autores do manual. A raiz é profunda e alcança cerca de dois metros de profundidade, o que permite o desenvolvimento mesmo no período seco do ano, embora com volume menor quando comparado ao crescimento do período das águas. Possui alta aceitabilidade quando oferecida aos ruminantes e, devido ao elevado teor de proteína bruta em sua constituição, principalmente nas folhas, pode substituir alimentos concentrados no arraçoamento animal.
 
Os itens abordados na publicação envolvem sistemas produtivos, alternativas de uso e custo de implantação do amoreiral, que são necessários para a tomada de decisão do empreendedor rural e otimização da cultura para fortalecimento do agronegócio. O custo de plantio e formação do amoreiral em 2012, tendo como base a região paulista de Gália, é estimado em R$ 4.062 por hectare, com destaque para capina manual (3 vezes), R$ 900,00; adubação de cobertura recomendada por análise de solo (4-26-8), R$ 598,00 por hectare; preparo do solo e incorporação de calcário (grade), R$ 384,00; e preparo e plantio das estacas, R$ 360,00.
 
O manual foi elaborado pelos pesquisadores Fumiko Okamoto, Anelisa de Aquino Vidal, Adriana Novais Martins e Fernanda de Paiva Badiz Furlaneto, da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Marília/Polo Centro Oeste/APTA Regional; Cláudio Hagime Funai, do Núcleo de Produção de Mudas de Marília/DSMM/CATI; e Eduardo Suguino, do Polo Centro Leste/APTA Regional.
 
Mais informações sobre a publicação podem ser obtidas com a pesquisadora Fumiko Okamoto pelo e-mail fumiko@apta.sp.gov.br"
 
 
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424
 

 

 

 

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