MILHO SAFRINHA: COLHEITA DA SAFRINHA EM FASE FINAL NO ESTADO DE SÃO PAULO

13/09/2005

Está praticamente concluída a colheita da safrinha de milho no Estado de São Paulo. As principais regiões produtoras já estão em ritmo de desaceleração das máquinas e os resultados confirmam as expectativas de baixa produtividade para esta safra.

Quando as colheitadeiras entraram em campo, no mês de julho, os produtores já sabiam que dificilmente colheriam o suficiente para cobrir os custos de produção e ainda ter alguma sobra. As condições climáticas foram desfavoráveis, derrubando a produtividade em 40% na média.

No Vale do Paranapanema, maior região produtora do Estado e pioneira no desenvolvimento e difusão de tecnologia para o plantio de milho no inverno, a colheita deve fechar com uma média entre 80 e 100 sacas/alqueire (2.000 a 2500 kg/ha) neste inverno. “A produtividade média da região é próxima de 140 sacas de milho/alqueire (3.500 kg/ha)”, segundo o pesquisador Aildson Pereira Duarte, do IAC/Apta – Médio Paranapanema.

Segundo o agrônomo Denis Cimonetti, da Cooperativa Agrícola de Pedrinhas Paulista (CAP), a produtividade média na área de atuação da Cooperativa não deve ultrapassar as 100 sacas/alqueire. “Temos produtores que não produziram nada. A produtividade variou de 20 sacas até 200 sacas/alqueire, dependendo da propriedade”, comenta. Ele acrescenta que faltou chuva em maio, quando a planta atinge o estádio de desenvolvimento vegetativo, e também em junho, quando está na fase de enchimento de grãos. Além disso, foi registrado ataque severo da lagarta-do-cartucho. Os produtores tiveram dificuldades em realizar o controle, justamente em função da falta de chuvas.

Nesta safra, calcula Cimonetti, o custo de produção foi mais alto e os produtores ficarão no prejuízo. Nas áreas que empregaram um nível de tecnologia mais alto, o produtor teve um custo estimado de 100 sacas/alqueire (2.500 kg/ha); para nível médio/baixo, o custo ficou em torno de 80 sacas/alqueire (2.000 kg/ha). “Esses valores consideram apenas os insumos”, explica Denis Cimonetti, que será um dos palestrantes no VIII Seminário Nacional de Milho Safrinha, que será realizado em novembro, na cidade de Assis/SP. Ele vai falar sobre os principais sistemas de produção na região sudoeste do Estado (mais informações nesta página).

Região Norte apresenta mesmo quadro

O EDR (Escritório de Desenvolvimento Rural) de Orlândia, na região Norte do Estado, cultivou 24.600 hectares com milho neste outono-inverno e também apresentou quebra na produção neste ano. A produtividade média regional do milho safrinha ficou em 85 sacas/alqueire (2.100 kg/ha), contra uma produção média de 142 sacas/alqueire (3.500 kg/ha) na safra passada.

O EDR de Orlândia é composto de 12 municípios e é tradicional produtor de milho safrinha (24.600 hectares). “O milho é plantado no outono-inverno há mais de 20 anos”, informa o agrônomo da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) de Ituverava/SP, Paulo Leão, que compõe a Comissão Organizadora do Seminário Nacional da Safrinha. Atualmente, ocupa a posição de quarta maior área plantada no Estado, ficando atrás dos EDRs de Assis (l40.726 ha), Presidente Prudente ( 31.980 ha ) e Barretos ( 24.630 ha ). No entanto, já esteve em segundo lugar nesse ranking em anos anteriores, antes da cana-de-açúcar avançar sobre a área de culturas anuais.

A maioria dos produtores da região utiliza alta tecnologia, com investimentos em adubação e na aquisição de sementes de alto potencial produtivo, principalmente quando o plantio é realizado mais cedo. Nas lavouras plantadas tardiamente, o produtor normalmente procura reduzir os custos, já que corre riscos maiores na condução da lavoura. “A estiagem registrada prejudicou a cultura do milho safrinha em diversas fases como desenvolvimento vegetativo, florescimento e granação”, lamenta Paulo Leão.

A safrinha tem grande importância econômica na região abrangida pelo EDR de Orlândia. A maioria dos produtores, principalmente aqueles que realizam o plantio na época adequada, tem na cultura do milho safrinha a oportunidade de aumentar a renda no ano agrícola. “Eles investem em tecnologia moderna, visando obter boa produtividade. Por conta disso, entre esses produtores, em anos com boas condições climáticas é comum a obtenção de produtividade em torno de 194 sacas/alqueire (4.800 kg/ha)”, comenta.

Informações para Imprensa

Data: 21 a 23 de novembro/2005
Local: auditório da Unip/Assis-SP
Promoção: ABMS – Associação Brasileira de Milho e Sorgo
Realização: Instituto Agronômico (IAC) e Apta Médio Paranapanema
Inscrições pelo site:
www.iac.sp.gov.br/milhosafrinha
Até 28 de outubro/2005:
Sócios ABMS - R$ 50,00
Não-Sócios - R$ 90,00
Após 28 de outubro/2005:
Sócios ABMS - R$ 80,00
Não-Sócios - R$ 130,00
Fone para contato: (18) 3324-1378

Texto produzido por Waldyra Rodrigues Duarte
Jornalista - mtb 41072
Assessoria de Imprensa
Mais informações: (18) 9705-2059

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