II SEMINÁRIO DE PLANTIO DIRETO DA ALTA PAULISTA ENFATIZA CULTURAS PERENES

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O II Seminário “Diretrizes para o Desenvolvimento do Plantio Direto na Alta Paulista”, que este ano enfatiza culturas perenes, acontece no dia 5 de junho em Adamantina (SP). O evento é uma iniciativa conjunta do Polo Alta Paulista/APTA Regional e do Instituto Agronômico (IAC-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

 

Com foco no desenvolvimento regional sustentável, o seminário busca discutir o sistema plantio direto e apresentar diretrizes para as práticas de implantação e manejo do solo em culturas perenes. Também é uma oportunidade para agricultores e profissionais das ciências agrárias se atualizarem, além de difundir novos resultados de pesquisa realizada pelas entidades envolvidas.

 

Segundo os organizadores do evento, a ideia central é propor o sistema plantio direto como prática mais adequada às características ambientais da Alta Paulista na busca de atividades agrícolas sustentáveis. A exploração agrícola através de culturas perenes vem crescendo na região, principalmente em relação à fruticultura e ao café.

 

O preparo das terras para a implantação do sistema e o manejo com base nas tecnologias de plantio direto vem ao encontro da necessidade de proteger o solo contra processos erosivos, bem como de melhorar a qualidade de uso e ocupação das terras da região.

 

Programação

 

Logo no início do seminário, o engenheiro agrônomo Mauricio Konrad, da CATI Regional Adamantina, vai abordar aspectos do desenvolvimento do sistema plantio direto na Alta Paulista. Em seguida, o pesquisador Afonso Peche Filho, do IAC, vai apresentar diretrizes para preparo e manejo do solo na implantação de culturas perenes no sistema plantio direto.

 

Já o pesquisador Fernando Takayuki Nakayama vai tratar falar sobre a cafeicultura em plantio direto. E o pesquisador José Carlos Cavichioli fechará a parte teórica com a apresentação de diretrizes para o plantio direto na fruticultura, dando ênfase nas culturas do maracujá e da acerola.

 

Ainda na manhã, haverá visita ao campo experimental de “coberturas vegetais”. E, na parte da tarde, os participantes poderão conhecer as áreas de acerola e maracujá implantadas no sistema plantio direto na palha.

 

Segundo o pesquisador Afonso Peche, o evento é mais um passo no sentido de consolidar os esforços das instituições da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), de maneira a difundir resultados de pesquisa em plantio direto e contribuir com o desenvolvimento da agricultura brasileira de forma sustentável.

 

Alguns resultados

 

Os produtores da região da Nova Alta Paulista adotam, há alguns anos, o sistema de plantio direto tanto em culturas anuais (milho, soja, feijão etc.) quanto em culturas perenes como eucalipto, café, urucum e frutíferas (maracujá, acerola etc.), de acordo com o pesquisador José Carlos Cavichioli, diretor do Polo Alta Paulista Regional Regional. “Isto possibilita uma agricultura mais sustentável, com menos impacto sobre o ambiente e altos rendimentos de produção.”

 

A prática começou a ser adotada na região no final da década de 1990, com o incentivo de programa da SAA, que incluía a distribuição de semeadoras de plantio direto para as antigas Estações Experimentais do IAC, para a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e para prefeituras municipais. Cerca de 10 municípios da região foram beneficiados com a distribuição dos equipamentos.

 

Como resultado, na safra 2001/2002, por exemplo, observou-se aumento na área cultivada com a soja na região, que atingiu 600 hectares com plantio direto no Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Tupã e de 500 hectares no EDR de Dracena.

 

Nesse período, vários trabalhos foram desenvolvidos pelo Polo Regional e pela CATI, com o objetivo de discutir e apresentar diretrizes para a implantação do sistema de plantio direto na região, conta Cavichioli. Foram seminários, dias de campo, reuniões técnicas e áreas de demonstração, que permitiram transferir as informações tecnológicas geradas pela pesquisa para extensionistas, produtores e estudantes das áreas de agrárias. “Isto proporciona capacitação para o pleno usufruto de tecnologias voltadas ao sistema de semeadura direta na palha, visando à maior lucratividade e à conservação do solo e da água para o desenvolvimento sustentável da agricultura regional.”

 

Alguns fatores contribuíram para que a tecnologia da semeadura na palha não avançasse nas áreas de culturas anuais. Entre eles, Cavichioli aponta a exploração da maioria das áreas agrícolas por arrendatários, o avanço de áreas com o cultivo da cana-de-açúcar e os baixos preços recebidos pelos produtores. “Por outro lado, verificou-se que todo o empenho das instituições de pesquisa e extensão não foi perdido, uma vez que observou uma sensibilidade por parte do produtor para a prática conservacionista da semeadura direta.”

 

Entre as vantagens da tecnologia, o pesquisador cita o aumento da disponibilidade de água para as plantas, a redução da oscilação térmica, a redução da erosão do solo e do uso de máquinas e implementos, o aumento do teor de matéria orgânica e a melhoria da estrutura, fertilidade e atividade biológica do solo, trazendo como conseqüência o aumento no rendimento das culturas. “Assim, os produtores passaram a utilizá-la em culturas perenes como eucalipto, café e frutíferas, principalmente acerola e maracujá, exploradas no segmento da agricultura familiar”, conclui Cavichioli.

 

As inscrições para o seminário poderão ser feitas no mesmo dia. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (18) 3521-4800, (18)3521-9154, (11) 4582-8155 e (11) 4582-8467; pelos sites http://www.apta.sp.gov.br e http://www.iac.sp.gov.br ou também pelos e-mails poloaltapaulista@apta.sp.gov.br e peche@iac.sp.gov.br

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação da APTA

José Venâncio de Resende

(11) 5067-0424

 

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