FRUTAS: MANGA BAIANA SERÁ EXPORTADA PARA A HOLANDA

06/04/2005

PORTO ALEGRE - Produtores rurais do município de Coribe, localizado a 940 quilômetros de Salvador (BA), devem enviar este ano 440 toneladas de manga tipo Tommy para a Holanda. Entre outubro e dezembro o país europeu vai receber 22 contêineres da fruta, o que deverá render algo em torno de R$ 330 mil aos agricultores.

As frutas são cultivadas por 37 produtores em 48 hectares, integrados na Asppif - Associação dos Produtores do Perímetro Irrigado do Formosinho. De acordo com o líder do Programa de Desenvolvimento da Fruticultura do Sebrae em Barreiras (BA), Amâncio José de Souza, essa exportação integra um amplo esforço feito pelo Sebrae e outros parceiros para melhorar o desempenho dos produtores nos perímetros irrigados do Formoso, em Bom Jesus da Lapa, e do Formosinho, em Coribe.

Para facilitar a exportação da manga para a Holanda, a Asppif conta com o apoio da Central Lapa (Coofrulapa), uma cooperativa de comercialização que fica em Formoso, em Bom Jesus da Lapa. Amâncio lembra que desde 2003 a Coofrulapa e o Sebrae vêm negociando com a Agrofair, empresa holandesa do setor, um contrato para a compra de manga da região.

Um representante da empresa holandesa visitou duas vezes o lugar. Em setembro de 2004 os produtores da Asppif conseguiram fechar um contrato para a venda da manga de agosto a dezembro de 2005. Nesta data os produtores também conquistaram a certificação "Fair Trade" (comércio justo), concedida pela FLO - Fairtrade Labelling Organizations International - organização internacional criada em 1997 para certificar produtos de vários países, desenvolvidos dentro do conceito de comércio justo.

Amâncio explica que o "Fair Trade" é uma parceria comercial baseada em diálogo, transparência e respeito, que busca maior eqüidade no comércio internacional. Esse tipo de comércio contribui para o desenvolvimento sustentável, permite melhores condições de troca e a garantia dos direitos para produtores e trabalhadores marginalizados, por meio de um selo de origem, que garante determinadas exigências.

– No processo produtivo, não pode, por exemplo, existir trabalho infantil, além de restrição a alguns agrotóxicos e respeito às leis trabalhistas e ao meio ambiente – destaca.

Segundo Amâncio, a certificação foi item importante na hora de garantir o contrato de exportação. 

Do Agrol Notícias, com informações do Sebrae

Revista Globo Rural

Notícias por Ano

Notícias por Polos