FRUTAS: ÁSIA E ORIENTE MÉDIO ABREM MERCADOS PARA FRUTAS BRASILEIRAS

14/06/2005

Oito países do Oriente Médio, Golfo Pérsico e Sudeste Asiático abriram esta semana seus mercados para importação de produtos brasileiros de origem vegetal, principalmente frutas como maçã e uva. A informação é do técnico Gilson Westin Cosenza, do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que acaba de retornar de uma viagem ao Oriente Médio e Golfo Pérsico.

Cosenza revela que a imagem do Brasil e seus produtos nesses países é excelente. Ele integrou uma missão de empresários organizada pelo IBRAF - Instituto Brasileiro de Frutas, para negociar a exportação de frutas frescas, sucos e polpas na Arábia Saudita, Líbano, Qatar e Dubai. Vários empresários participaram da Feira Saudi Food 2005, em Riad, expondo maçãs, café, polpas de frutas e água de coco.

Durante os contatos com autoridades sanitárias, os brasileiros foram informados de que a única exigência para o comércio de produtos vegetais é a apresentação do certificado fitossanitário, procedimento que o Brasil vem cumprindo há tempo nas relações comerciais com outras nações.

Cosenza observa que o fato da Arábia Saudita e dos países do Golfo Pérsico terem seus requisitos sanitários e fitossanitários harmonizados facilita o comércio com o Brasil. Os árabes também repassaram à missão brasileira os padrões de qualidade e rotulagem dos produtos que serão importados.

O técnico do ministério lembra ainda que o alto poder aquisitivo naqueles países vem aumentado rapidamente o consumo de produtos brasileiros como o café, suco e polpa de frutas, que chegam lá via União Européia. A partir de agora, poderão ser exportados diretamente. A exemplo da água de coco, que teve grande aceitação na feira de Riad, os árabes ainda demonstraram interesse pela importação de flores do Brasil.

Além dos países árabes o governo brasileiro recebeu esta semana o sinal verde da Indonésia, Tailândia, Filipinas e Vietnã para o comércio de frutas com certificado fitossanitário.

– A decisão é o coroamento de negociações que se iniciaram no ano passado – explica Cosenza. Indonésia, Tailândia e Filipinas manifestaram maior interesse pela maçã e uva brasileiras. Já o Vietnã deve incluir todas as frutas nacionais.

Com a abertura desses mercados torna-se cada vez mais factível a meta brasileira de elevar para US$ 1 bilhão as exportações de frutas frescas até o final da década, como quer o ministro Roberto Rodrigues. Segundo ele “nos últimos 12 meses o Brasil exportou US$ 388 milhões em frutas frescas”. Os principais parceiros nesse comércio foram Comunidade Européia, Estados Unidos e Canadá.

Rodrigues lembra também que a PIF - Produção Integrada de Frutas - vem contabilizando “resultados importantíssimos, como a racionalização no uso de agrotóxicos”. Para a próxima safra o ministro já prevê uma adesão ao PIF de 70% das áreas plantadas com maçã, o que corresponde a aproximadamente 22 mil hectares.

– É uma situação favorável para ampliar os mercados de exportação – diz Rodrigues.

Além da maçã, morango, melão, uva, mamão e cítricos, o abacaxi brasileiro começa a disputar mercados com o do Havaí, com a vantagem de apresentar menor acidez.

Revista Globo Rural

Notícias por Ano

Notícias por Polos