ESTUDO PIONEIRO DE CRIAÇÃO DO ROBALO EM ÁGUA DOCE, NO VALE DO RIBEIRA

Tornar a criação do robalo-peva em água doce uma opção para os piscicultores é o objetivo de pesquisas iniciadas em 2007 pelo Pólo APTA Vale do Ribeira, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, com o apoio da Associação de Mineradores do Vale do Ribeira e Baixada Santista (AMAVALES). Peixe nativo de alto valor comercial, muitas vezes superior ao do salmão, o robalo tem boa adaptação às condições de criação, o que o tornam um candidato para a aquicultura.

Ao mesmo tempo, a produção desta espécie nativa pode diminuir a pressão da pesca sobre os estoques naturais dos estuários e rios da Mata Atlântica, segundo os pesquisadores Camila F. Corrêa, Antônio F. G. Leonardo e Leonardo Tachibana. “A capacidade do robalo de se adaptar a ambientes com salinidades variadas, desde a água salgada do mar até a água doce dos rios, e seu hábito alimentar carnívoro o tornam um grande desafio para os pesquisadores.”

Os peixes são adquiridos de laboratório onde a reprodução e a larvicultura são feitas em água salgada e, antes de chegarem ao Vale do Ribeira, os juvenis de robalo são adaptados à água doce, dizem os pesquisadores da APTA. Já estão sendo realizados em Pariquera-Açu, na Estação de Piscicultura da APTA, os estudos de alimentação e comportamento do robalo-peva e, em breve, serão feitos estudos sobre nutrição e qualidade do pescado.

Segundo os pesquisadores, o robalo-peva apresentou ótima adaptação às condições de criação “e, com o desenvolvimento dos estudos, esperamos que ele se torne uma nova alternativa para os piscicultores, não só do Vale do Ribeira, mas também das demais regiões”.

De nome científico Centropomus parallelus, o robalo-peva ocorre desde o litoral da Flórida (EUA), onde é conhecido como “fat snook”, até Santa Catarina (Brasil). No Vale do Ribeira, em São Paulo, este peixe é encontrado no litoral, na região estuarina e também nos rios, como o Ribeira de Iguape. Na região, o robalo é atrativo turístico, muito apreciado na pesca esportiva e nos restaurantes, onde é servido como pratos nobres (caldeirada de robalo, robalo grelhado e tepan de robalo, entre outros).

José Venâncio de Resende
Assessoria de Comunicação Social
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