CENTROS DE EXCELÊNCIA

09/02/2006

Até 2007, São Paulo deverá ter em funcionamento cinco parques voltados para a inovação tecnológica. Nesta segunda-feira (6/2), Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, assinou o decreto que institui o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos. A cerimônia, em que também foi assinado o projeto de Lei Paulista de Inovação, foi realizada na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

“Trata-se de uma longa história, que não começou ontem. A assinatura, entretanto, faz o delineamento e encaminha de forma importante essa questão”, disse Carlos Vogt, presidente da FAPESP. “Na minha visão, os três grandes desafios modernos da sociedade são o tecnológico, o ecológico e o ético. Com o decreto, o primeiro desafio, que envolve o processo de transformar conhecimento em riqueza, está sendo enfrentado.”

Dos cinco centros tecnológicos planejados, três ficarão prontos ainda em 2006, segundo João Steiner, diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e coordenador do projeto de estudos de viabilidade e de implantação dos parques. “São os localizados em São José dos Campos, Campinas e São Carlos, todos no interior do Estado”, informou.

Os outros dois, que serão instalados na Grande São Paulo e em Ribeirão Preto, serão finalizados em 2007. “No total, o governo investiu R$ 11 milhões, dos quais R$ 9 milhões para as obras de infra-estrutura e R$ 2 milhões para a continuidade dos estudos de viabilidade”, disse Steiner.

A expectativa da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo é que grande parte do investimento a ser feito nos parques tecnológicos venha da iniciativa privada. Segundo o secretário João Carlos de Souza Meirelles, ainda não é possível fazer uma previsão de quanto seria esse aporte de capital. “Tanto o projeto de Lei Paulista de Inovação como o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos fazem parte de uma política de estado e não de governo”, disse Meirelles. Ele destacou que o modelo escolhido por São Paulo não é exclusivo do Estado, “mas um modelo que se faz em São Paulo”.

Os parques tecnológicos, em países como Índia e China, mostraram ser uma iniciativa importante na aproximação de universidades e empresas que tenham o interesse comum de estimular o surgimento de novas companhias. No caso brasileiro, os cinco centros voltados à inovação também terão vocações específicas.

Em Campinas, o foco será em iniciativas em tecnologia da informação e telecomunicações. Setores como o de óptica, materiais e instrumentação avançada para agricultura terão seu espaço em São Carlos. No Vale do Paraíba, a vocação da região de São José dos Campos, que já abriga o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), será respeitada. Serão instaladas no parque tecnológico da cidade empresas dos segmentos aeronáutico e espacial.

Enquanto em Ribeirão Preto ficarão as inovações do campo da saúde e da biotecnologia, a região entre os municípios de Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, terá um pólo de empresas de software, equipamentos médico e hospitalares, energia, biotecnologia e nanotecnologia.

Agência FAPESP

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