CARNEIROS E OVELHAS: NOVAS PESQUISAS SOBRE ALIMENTAÇÃO E INFLAMAÇÃO DAS MAMAS

 

A utilização de feno de rama de mandioca na alimentação de ovinos em fase de terminação foi bem aceito pelos animais e proporcionou aceitável ganho de peso. Já o desempenho dos animais com resíduo de soja foi inferior quando comparado com o farelo de soja, indicando que esta substituição integral não deve ser utilizada. Os animais que receberam o farelo de soja apresentaram maior ganho de peso, maior eficiência alimentar, inclusive da proteína bruta.  

 

Esta é a conclusão do primeiro trabalho sobre a utilização do feno de rama de mandioca e de resíduo de soja como alimento na terminação de ovinos desenvolvido no Polo Médio Paranapanema/APTA, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O estudo "Desempenho de Ovinos em Terminação Alimentados com Feno de Rama de Mandioca e Concentrado contendo Resíduo de Soja” buscou avaliar o desempenho de carneiros em terminação alimentados com feno de mandioca como volumoso e resíduo de soja no concentrado em substituição ao feno de gramíneas.

 

O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores Romeu Fernandes Nardon e Marcia M. Cação Rodrigues (Polo Médio Paranapanema) e pelo médico veterinário Laucir Glauco de Genova (EDR de Assis/CATI). É parte do projeto de dissertação de mestrado de Genova no curso de pós-graduação no Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), em Nova Odessa, sob a orientação do pesquisador Mauro Sartóri.

 

A utilização da parte aérea da mandioca na alimentação de ovinos está sendo amplamente pesquisada no Polo Médio Paranapanema em razão da importância regional da cultura. Para o desenvolvimento deste trabalho, foi realizado um experimento em blocos ao acaso utilizando 16 carneiros em dois tratamentos (farelo de soja ou resíduo no concentrado). E foi utilizada também a proporção de 40% de feno de rama de mandioca e 60% de concentrado.

 

A realização da pesquisa recebeu o apoio da Cooperativa dos Cafeicultores da Média Sorocabana, da Fazenda Ibéria e da Vet Center.

 

 

Mastite

 

Já trabalho realizado pelo Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e pela Embrapa Pecuária Sudeste mostra que é grande o prejuízo causado aos criadores pela inflamação das mamas (mastite) em ovelhas.

 

O trabalho foi realizado em rebanhos voltados para a produção de cordeiros para o abate. As ovelhas não eram ordenhadas e, mesmo assim, observou-se alta frequência da doença no rebanho. Verificou-se que a mastite clínica foi responsável por alta taxa de mortalidade dos cordeiros e que a presença de mastite subclínica e/ou crônica diminuiu significativamente o ganho de peso dos cordeiros.

 

Mastite subclínica é aquela que não apresenta sintomas clínicos evidentes, mas existem alterações no CMT (California Mastitis Test). Na mastite crônica, a ovelha apresenta nódulos duros na glândula mamária à palpação.

 

O trabalho “Prejuízos causados pela mastite em ovelhas Santa Inês”, de autoria da pesquisadora Cecília José Veríssimo (IZ), foi publicado na revista “Arquivos do Instituto Biológico” (v. 77, n.4, p. 583-591, out./dez., 2010). O artigo está disponível para leitura no site do Instituto Biológico (http://www.biologico.sp.gov.br/docs/arq/v77_4/verissimo.pdf).

 

 

Assessoria de Comunicação da APTA

José Venâncio de Resende

(11) 5067-0424 

 

 

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