BOI: NOVO MODELO DE SISBOV DEVE SER IMPLANTADO NO INÍCIO DE 2006

15/06/2005

 O novo modelo do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) deverá entrar em funcionamento no início de 2006, afirmou o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Márcio Portocarrero. O credenciamento ao Sisbov é condição para exportação de carne bovina para a União Européia, de acordo com o governo.

Portocarrero se reuniu na semana passada com representantes da Comissão Européia de Proteção da Saúde e do Consumidor, em Bruxelas, para debater normas de rastreabilidade animal. Segundo ele, a União Européia exige a carne certificada e quer que os animais sejam identificados individualmente desde o nascimento até o abate. "O resultado da reunião em Bruxelas foi muito positivo porque deu uma clareza muito grande do que é preciso fazer para se adequar às regras da União Européia e conquistar novos mercados", afirmou.

Ele comentou que, na reestruturação do Sisbov, não será descartada a possibilidade de trabalhar com a rastreabilidade por lote. Essa opção será dada ao produtor que quiser exportar carne para outros mercados que não façam a exigência da identificação individual. "O rebanho brasileiro, de 190 milhões de animais, é muito grande e não pode haver uma regra única", avaliou.

Na próxima quinta-feira (16), representantes do setor, da Câmara Setorial da Carne Bovina e do ministério se reunião em Brasília para debater a questão. A reunião será na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Os pecuaristas que exportam carne bovina para a União Européia dentro da cota Hilton poderão, no inverno, alimentar seus animais com suplementos vegetais, como a cana-de-açúcar. A possibilidade foi aceita pela Comissão Européia de Proteção da Saúde e do Consumidor, informou hoje o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Márcio Portocarrero. Ele reuniu-se em Bruxelas, na semana passada, com representantes da comissão.

A cota Hilton permite a venda de carne bovina de qualidade superior a preços elevados aos países da União Européia. O Brasil tem uma cota de 5 mil toneladas. Para ser incluída nessa cota, a carne deve ser de animal alimentado apenas de pasto, não pode ser animal velho, e há regras de criação que devem ser respeitadas.

De acordo com Portocarrero, no inverno, os pecuaristas têm dificuldade em alimentar o gado apenas com pasto, o que acaba inibindo a exportação desse tipo de carne. A dificuldade levou o Brasil a pedir alterações nas regras. Na avaliação do secretário, a decisão é um avanço porque permitirá que mais produtores possam se especializar na produção dessa carne de altíssimo padrão, que tem preço diferenciado no mercado internacional. Segundo ele, o ministro Roberto Rodrigues deverá divulgar um ato ministerial estabelecendo essas novas regras de manejo.

Fabíola Salvador

Jornal O Estado de S. Paulo

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