BOI: GOVERNO VAI CONVOCAR SETOR PARA REDISCUTIR A RASTREABILIDADE

10/06/2005

Brasília, 9 - O Ministério da Agricultura deve convocar, nos próximos dias, representantes da cadeia produtiva de carne bovina para uma reunião. O objetivo do encontro será retomar as discussões sobre o processo de reestruturação do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). A informação é do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Márcio Portocarrero.

Ele participou, nesta semana, em Bruxelas (Bélgica) de encontro com representantes da Comissão Européia de Proteção da Saúde e do Consumidor para debater normas de rastreabilidade animal. De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, os europeus reafirmaram que consideram a rastreabilidade como item inegociável no comércio bilateral.

"A carne de gado exportada para a Comunidade Européia deve estar certificada, os animais precisam ser identificados individualmente e as propriedades rurais cadastradas", afirmou Portocarrero. "Além disso, os procedimentos adotados pelos países exportadores devem garantir equivalência com a segurança exigida dos produtores europeus", completou.

As exigências européias não se restringem apenas à identificação da origem dos bovinos, segundo o secretário. "A UE quer também que as questões sanitárias, o manejo fitozoossanitário e a alimentação dos animais sejam contempladas no sistema de certificação de carne de gado a ser exportada para aquele mercado", afirmou. "O encontro foi esclarecedor porque permitiu definir com mais clareza os critérios de segurança de rastreabilidade exigidos pelos europeus para importar carne bovina", avaliou.

Para ele, o Brasil tem que conquistar a confiança da UE para se tornar o maior fornecedor do produto para o bloco econômico. "O mercado de carne da UE está crescendo, e a produção deles é menor do que o consumo", afirmou. Recentemente, ele adiantou algumas alterações que devem ser feitas no Sisbov.

Entre elas, está a adesão voluntária dos pecuaristas para o mercado interno e obrigatória para exportação. "Porém, quem for exportar deve atender às normas específicas de cada mercado importador". Pela proposta, o código de identificação que hoje é unificado (brinco) passaria a admitir outras opções, além de se usar os bancos de dados das Agências Estaduais de Defesa Agropecuária.

A reunião entre os técnicos do ministério e os representantes da Comissão Européia foi presidida por Michael Scannell, chefe da unidade de Segurança Alimentar, Saúde Animal e Vegetal da Direção Geral de Proteção da Saúde e do Consumidor da Comissão. As informações são da assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura.

Fabíola Salvador

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