ARROZ: FIM DA FOME DO MUNDO PASSA PELO ARROZ

09/06/2005

O consumo mundial de arroz mostra crescimento constante, mas a produção não tem acompanhado. Os estoques estão cada dia mais baixos. Em anos anteriores, já tivemos cerca de 150 milhões de toneladas em estoques, com o domínio absoluto dos volumes produzidos pela China. Esta vem reduzindo a produção e agora o quadro mundial caminha para a faixa dos 80 milhões de toneladas. O consumo está pelo menos 20 milhões de toneladas acima do que se produz e, em poucos anos estaremos sem estoques, correndo o risco de complicar a extinção da fome no mundo.

Em várias frentes de apoio humanitário, a FAO busca a redução da Fome no mundo, e para conseguir isso terá de se apoiar no arroz, porque ele faz parte do cardápio diário de todos os países onde a fome esta presente. Este produto não pode deixar de ser produzido e conseqüentemente cresce a tecnologia empregada para o desenvolvimento desta cultura. O produto irrigado usa de grandes volumes de água e como está cada dia mais escassa, não podemos depender de aumento de área para o crescimento da produção. Um bom exemplo são as lavouras catarinenses, que conseguem as melhores produtividades a campo do mundo, com mais de 12 ton/há. Assim, se produzem e colhem grandes volumes de grãos com menor volume de água do que se usa na Ásia. Lá já não existe potencial de crescimento em áreas e muitas regiões estão sendo obrigadas a diminuir o plantio. As chuvas de Monções que normalmente trazem a água para as lavouras estão chegando cada ano mais tarde, diminuindo a disponibilidade de água para as plantações. Desta maneira, caminhamos para intensificar a tecnologia e buscar ganhos de produtividade com as mesmas áreas e menor volume de água.

A demanda mundial do arroz beneficiado está em 410 milhões de toneladas. Em pouco tempo poderia chegar à marca das 450 milhões de toneladas, bastando para isso que tivéssemos oferta do produto. Por enquanto, ainda estaremos correndo atrás do consumo. Os indicativos de preços praticados pelo arroz, no mercado mundial, tende a leves correções positivas, porque os estoques devem cair novamente no próximo ano comercial.

No Brasil, necessitamos de um grande avanço na produção do arroz, para que além de atender a demanda interna, possamos participar do mercado mundial que tenderá a abertura de novos espaços. O segmento industrial do arroz se modernizou e está capacitado a atender com facilidade a demanda nacional, que caminha para as 12/12,5 milhões de toneladas em 2004 e também poderia estar exportando entre 1 e 2 milhões de toneladas, sem grandes investimento.

O Brasil, neste último ano, continuou participando do mercado mundial como um grande importador, mas com a nova safra e alguns investimentos que os produtores estão realizando, poderá mudar o quadro, passando de importador para exportador, que tem grande qualidade do produto industrializado. Temos potencial para avançar na participação mundial do arroz, porque ainda temos muitas áreas para o cultivo irrigado e também do sequeiro, que normalmente tem custos de produção menor que o anterior, podendo assim ser competitivo nos novos mercados que devem aparecer nos próximos anos.

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