APTA REGIONAL: TRATAMENTOS PARA EVITAR A SIGATOKA AMARELA E NEGRA NOS BANANAIS DO VALE DO RIBEIRA É TEMA DE SIMPÓSIO

24/02/2006

O Pólo Regional do Vale do Ribeira realiza nos dias 09 e 10 de março o "I Simpósio de Manejo adequado da Sigatoka na Cultura da Banana", no município de Pariquera-Açú. A idéia dos pesquisadores do Pólo Regional é mostrar aos produtores que existem tratamentos preventivos para combater as doenças que atacam a cultura da banana, como o manejo integrado, e tratamentos curativos à base de fungicidas. No evento os pesquisadores farão visitas aos bananais e apresentarão a situação atual do Estado de São Paulo no controle da praga, discutindo técnicas de manejo e monitoramento, além das experiências dos pesquisadores mexicanos que já lidam com a doença desde 1981.

 

Segundo o pesquisador científico do Pólo Regional do Vale do Ribeira, Wilson da Silva Moraes, no Estado de São Paulo a Sigatoka Amarela (menos agressiva) é a que predomina nos bananais, mas há regiões em que a predominância da Sigatoka Negra é grande, como no Vale do Ribeira que possui condições de clima mais favoráveis ao desenvolvimento desse tipo da doença, que aparece em períodos chuvosos e de alta temperatura.

 

"A doença já existe e o que pode ser feito é apenas o controle, tem que se aprender a conviver com ela, porém, a expectativa do produtor no controle da praga é grande, já que seu crescimento tem sido bem menor do que se esperava, o que é um indício muito bom", diz o pesquisador.

 

A Sigatoka Negra é um tipo de fungo que se alimenta das folhas dos bananais e está disseminada em todas as áreas produtoras de banana. Chegou à região do Vale do Ribeira em junho de 2004, e desde então, os pesquisadores vêm acompanhando seu desenvolvimento e procurando formas de combatê-la. Os sintomas na planta começam com manchas de cor marrom (estrias) na parte inferior da folha, evoluindo para manchas negras na parte superior, ocorrendo a necrose - escurecimento da folha - até levar a morte da folha, matando a planta aos poucos.

 

A técnica adotada atualmente para o monitoramento da praga é uma adaptação do método francês para a Sigatoka amarela, mas também usado no controle da Sigatoka Negra. Os pesquisadores vão mostrar como é feito o monitoramento no México, com as técnicas de manejo integrado, que consiste em solo bem grenado, com espaçamento correto, controle de plantas daninhas, retirada das folhas atacadas para interromper o ciclo do fungo, e tratamentos curativos a base de fungicidas, os pesquisadores acreditam que podem combater a praga. "O monitoramento semanal para ver quando será preciso aplicar o fungicida, é uma das técnicas que evita que a doença se instale com grande intensidade", acrescentou o pesquisador.

 

Cerca de 80% da área plantada ocupa até 10 hectares, característica dos pequenos produtores, os 20% restantes são ocupadas por áreas de 50 ou 100 hectares, considerados médio e grandes produtores.

 

As variedades predominantes na região do Vale do Ribeira são a nanica/nanicão , o que representa 60% do mercado e a prata, somando 40%, essas variedades são as mais aceitas pelo mercado.

 

Serviço:
"I Simpósio de Manejo adequado da Sigatoka na Cultura da Banana"
Dias 09 e 10 de março – quarta e quinta-feira – 8 horas
Auditório do Pólo Regional do Vale do Ribeira – Pariquera-Açú/SP

polovaledoribeira@aptaregional.sp.gov.br

 

Texto produzido pela Assessoria de Comunicação
comunicacao@aptaregional.sp.gov.br

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