APTA REGIONAL: PROJETO VISA UTILIZAÇÃO DE FARELO DE ALGODÃO EM RAÇÃO PARA TILÁPIAS

13/07/2006

Com o objetivo de aproveitar os resíduos da Agroindústria da região, o Pólo Regional do Médio Paranapanema, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, vai dar início, em setembro, ao projeto “Utilização do farelo de algodão na nutrição de tilápias (Oreochromis niloticus) na fase de terminação em tanques-rede”. De acordo com o coordenador do projeto e pesquisador científico da unidade, Fábio Rosa Sussel, será avaliado o efeito de diferentes níveis de inclusão do farelo de algodão na alimentação de tilápias na fase de terminação, de 150 a 700g, em tanques-rede. Também fazem parte do projeto os pesquisadores científicos Daercy Maria Monteiro Ayroza, Fernando André Salles e Luiz Marques Ayroza.

O Estado de São Paulo tem hoje condições favoráveis à criação de tilápias. A estrutura socioeconômica, a disponibilidade de centros de pesquisas, o fácil escoamento da produção, e principalmente o clima e a ótima oferta de água colocam o Estado em ótimas condições para o cultivo desta espécie. Sussel explica que para melhor explorar estes recursos é necessário o uso de técnicas aperfeiçoadas, de modo a aumentar os índices de produtividade e diminuir os custos de produção. “A ração é o principal fator no custo de produção, por volta de 70%, então se baratearmos esse item o lucro aumenta proporcionalmente, e isso pode ser feito por meio da inclusão de resíduos regionais”, afirma.

O Médio Paranapanema é a segunda região em produção de peixes e a primeira em produtividade no Estado. Posições que se devem a área alagada de 150 mil hectares e ao clima favorável que permite 2 ciclos de produção por ano. A grande produção de grãos na região também contribui para isto, já que estes grãos são utilizados para a fabricação de ração. Dentre os produtos agrícolas da região, o algodão tem uma boa produção, que depois de beneficiado, gera resíduo do caroço e parte das plumas.

A maioria das rações de peixes utilizada na região é produzida fora do Médio Paranapanema, e até mesmo no Estado do Paraná. Sussel explica, então, que dessa forma a matéria-prima sai da região para depois retornar como produto industrializado, o que implica no aumento de custos, tanto de frete quanto de impostos. Ele lembra ainda que recentemente foi instalada uma fábrica de ração para peixes em Assis. “Essa fábrica acaba sendo mais um incentivo ao uso de resíduos gerados na região e também para nosso estudo”, ressalta.

O experimento será realizado em uma propriedade particular, em parceria com o produtor. A mistura e a industrialização da dieta serão realizadas pela indústria de ração animal Kero, de Assis. Serão utilizados 16 tanques-rede de 6m3 cada com cerca de 186 peixes por m3 e 1115 peixes por tanque-rede. O experimento está previsto para começar em setembro deste ano e o término para janeiro de 2007.

O Pólo Regional do Médio Paranapanema ainda desenvolve outros projetos na área da aqüicultura, como por exemplo, o impacto de tanques-rede no meio aquático, e também o mapeamento socioeconômico dos piscicultores da área do CIVAP (Consórcio Intermunicipal do Vale Paranapanema).

Mais informações pelo telefone (18) 3321-2026


Kassiana Cristina Bonissoni 
Estagiária - Assessoria de comunicação

Pólo Regional do Médio Paranapanema

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