APTA REGIONAL: PESQUISADORES CIENTÍFICOS INICIAM PESQUISAS COM PALMEIRAS PARA PRODUÇÃO DE PALMITO NA REGIÃO DO SUDOESTE PAULISTA

06/12/2006

O 1º Encontro Regional de Palmito, realizado no início de novembro no Pólo Regional do Sudoeste Paulista, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, reuniu cerca de 160 participantes, entre produtores rurais e técnicos que estavam interessados em conhecer um pouco mais sobre a cultura do palmito e as possibilidades de cultivo na região.

 

Segundo a pesquisadora Cristina Fachini, uma das organizadoras do evento, durante todo o dia foi possível identificar algumas demandas dos produtores da região e avaliar a possibilidade de direcionar as pesquisas científicas para atender as necessidades dos agricultores. Pesquisadora da área de Economia, Cristina pretende levantar os dados econômicos sobre o cultivo do palmito na região e apresentar os resultados aos produtores.

 

“Nossa intenção é identificar esses produtores, saber qual espécie eles cultivam e comercializam, e ter dados para contribuir para as pesquisas da área de fitotecnia”, explicou Cristina.

 

Na área de fitotecnia, o pesquisador científico Nelson Pires Feldberg explicou que já está preparando as primeiras mudas para a instalação de uma vitrine tecnológica, na qual serão plantadas as quatro principais espécies produtoras de palmito – Juçara, Açaí, Pupunha e Palmeira Real – para avaliar o desenvolvimento de cada uma delas nas condições climáticas da região, que tradicionalmente possui um clima mais frio em relação à outras regiões produtores do Estado.

 

Os novos cultivos para produção de palmito na região do Sudoeste Paulista são basicamente de Palmeira Real, porém essa variedade, apesar do excelente palmito, apresenta rendimento industrial muito baixo, segundo informações de representantes de indústrias da região do Vale do Ribeira, que tem tradição na produção e processamento tanto da palmeira real como da pupunha. “Os palestrantes que participaram do evento disseram que o aproveitamento do palmito de Palmeira Real é menor que o de pupunha, que apresenta a maior área de cultivo no Vale”, explicou Nelson.

 

Outra dificuldade apontada pelos palestrantes durante o evento foi a rápida oxidação do palmito de Palmeira Real, o que apresentaria dificuldades parao transporte até o Vale do Ribeira, onde se concentram as indústrias processadoras. Segundo Nelson, a intenção dos pesquisadores do Pólo Regional do Sudoeste Paulista é estudar a viabilidade do cultivo das outras espécies na região, proporcionando ao produtor novas oportunidades de renda.

 

“Temos um clima mais frio, porém temos uma excelente distribuição de chuvas durante todo o ano, o que diminui a necessidade de irrigação, e com isso o custo de produção”, afirmou o pesquisador.

 

Texto produzido pela Assessoria de Comunicação

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Priscila Tescaro - jornalista

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