APTA REGIONAL: PESQUISADORA DA APTA REGIONAL MINISTRA PALESTRA E ORIENTA GOVERNO MEXICANO SOBRE A PRODUÇÃO DE CANA-DE-AÇÚCAR

27/07/2006

 

A pesquisadora científica do Pólo Regional do Centro Sul, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Raffaella Rossetto, especialista em nutrição, adubação e uso de resíduos em cana-de-açúcar, esteve recentemente em visita ao México, onde ministrou palestra sobre o uso da vinhaça (sub-produto da cana-de-açúcar). Além disso, a pesquisadora também participou de reuniões com o Governador do Estado de Vera Cruz sobre a produção de cana-de-açúcar no país, e a possibilidade de instalar uma destilaria para produção de álcool no local.

 

A visita foi a convite de um empresário mexicano envolvido na comercialização de álcool e proprietário de destilaria. Essa destilaria enfrenta problemas com os agricultores locais, pois a vinhaça está contaminando os canais de irrigação da região, e quando não utilizada na agricultura, causa forte impacto ambiental.

 

“Eu e outro colega da área de cana-de-açúcar fomos convidados para explicar e orientar os agricultores sobre o que é vinhaça, e o que pode ser feito com esse sub-produto na cana-de-açúcar, já que no Brasil toda a quantidade gerada deste resíduo, que atualmente atinge cerca de 190 bilhões de litros, é utilizada como fertilizante para a produção de cana-de-açúcar”, explicou Raffaella.

 

Além das palestras aos agricultores, os profissionais encontraram-se com o Governador do Estado de Vera Cruz, que segundo Raffaella, está interessado em investir na produção de álcool. Mas, para isso, é necessária uma série de medidas para iniciar o cultivo da cana-de-açúcar que ainda é incipiente nesse estado mexicano. O grupo visitou de helicóptero boa parte do Estado de Vera Cruz, acompanhada de secretários e assessores do governo, e a pesquisadora pôde visualizar o enorme potencial da região para a produção de cana-de-açúcar.

 

Segundo a pesquisadora, o Estado de Vera Cruz possui centenas de pequenos produtores, já que região passou por um programa de reforma agrária, acabando com as grandes propriedades. A maior parte dos proprietários possui uma área de 10 hectares, que, de acordo com a profissional, é muito pequena para compor uma lavoura de cana-de-açúcar com custos competitivos.

 

“O que sugerimos, é que, se realmente houver o interesse pela produção do álcool, os agricultores que irão plantar cana-de-açúcar deverão se unir em cooperativa para organizar as operações de produção e colheita da cana, de forma a baixar os custos e garantir o fornecimento da matéria prima: cana para a destilaria. Para movimentar uma usina de álcool, é necessário pelo menos 10 mil hectares de área plantada”, informou.

 

A região tem, entretanto, solos de alta fertilidade, topografia muito plana e uma invejável infra-estrutura para irrigação, fatores que favorecem o cultivo da cana.

 

Após a visita, a pesquisadora científica irá elaborar um relatório com algumas recomendações, e encaminhar ao Governador do Estado de Vera Cruz. Um grupo de políticos mexicanos deve visitar o Brasil em setembro, para conhecer o sistema de produção de álcool e algumas plantações de cana-de-açúcar.

 

 

Mais informações sobre a visita ao México com a pesquisadora científica Raffaella Rossetto (19) 3421-5196 / 3421-1478

e-mail: raffaella@aptaregional.sp.gov.br

 

Texto produzido pela Assessoria de Comunicação

comunicacao@aptaregional.sp.gov.br

Priscila Tescaro - jornalista

(19) 3743-1698

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