APTA REGIONAL: PESQUISADOR APONTA AS VANTAGENS EM INVESTIR EM SERINGUEIRAS

09/11/2005

"O mercado da borracha é promissor no Brasil." É o que afirma o pesquisador científico José Fernando Canuto Benesi, que trabalha no Pólo Regional da Alta Mogiana, em Colina, e voltou recentemente de uma viagem pelo Sudeste Asiático. A visita de mais de 20 dias em indústrias e instituições de pesquisas da Malásia, Indonésia e Índia, é o tema da palestra que ele fará nesta quinta-feira, 10, a partir das 17 horas, na sede da unidade.

 

Durante a visita ao Sudeste Asiático, Benesi conheceu os avanços da pesquisa científica naqueles países. Mas um grande problema que os asiáticos enfrentam é a transferência de tecnologia para o campo. "Conosco não temos essa dificuldade, pois os produtores são muito receptivos com as novidades. Em termos de plantio e sangria do produto estamos muito próximos dos países visitados.", explicou.

 

O maior produtor mundial de borracha é a Tailândia, com mais de dois milhões de toneladas por ano. Segundo o pesquisador, quase toda a matéria-prima produzida no país é utilizada nas indústrias tailandesas. Em seguida estão a Indonésia, Malásia e Índia.

 

Atualmente o Brasil produz 100 mil toneladas de borracha por ano, mas consome 300 mil toneladas. O Estado de São Paulo é o maior produtor da matéria prima, com cerca de 52 mil toneladas/ano. Em seguida estão os estados do Mato Grosso e Bahia.

 

Benesi explicou que para o Brasil esse déficit de produção de látex é ruim, pois é necessária a importação do produto. Mas para os produtores brasileiros a vantagem é em vender para usinas e indústrias de pneus, que optam pela matéria-prima nacional pelo fator qualidade e rapidez na entrega do pedido.

 

"Isso significa que tudo o que for produzido será consumido pela indústria. E quem sai ganhando é o pequeno produtor, ou produtor familiar".

 

Produzir seringueiras é um investimento que deve ser feito a médio e longo prazo. O látex só começa a ser retirado da árvore a partir do sexto, ou sétimo ano de vida, mas o custo de produção não é alto, especialmente se o produtor trabalhar com mão-de-obra familiar. Um hectare de seringal, com cerca de 500 árvores, produz em média 3150 quilos de látex (coágulo) por ano. Atualmente o quilo é vendido por R$ 1,60. O lucro líquido por hectare desse produtor pode chegar até a R$ 4 mil.

 

Serviço:


Palestra "A cultura do Seringueira na Ásia e perspectivas para o Brasil"

Dia 10/11 – Quinta-feira – 17 horas

Pólo Regional da Alta Mogiana – Colina

Av. Rui Barbosa s/nº - (17) 3341-1332
poloaltamogiana@aptaregional.sp.gov.br

 

Texto produzido pela Assessoria de Comunicação
comunicação@aptaregional.sp.gov.br

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