APTA REGIONAL: PESQUISA IDENTIFICA PÓLEN COMO POSSÍVEL FONTE DE VITAMINA C E BETACAROTENO

09/06/2006

As pesquisadoras da área de apicultura do Pólo Regional do Vale do Paraíba e do Instituto de Zootecnia, órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em parceria com pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, desenvolveram um trabalho de pesquisa que caracteriza e quantifica as vitaminas presentes no pólen das abelhas da espécie Apis mellifera da região de Pindamonhangaba, local onde foi desenvolvida a pesquisa.

 

O projeto, uma parceria entre as instituições depesquisa da SAA e a USP, recebeu financiamento da Fapesp e do CNPq, e é o primeiro trabalho brasileiro que quantifica o teor de vitaminas do pólen na região de Pindamonhangaba. O resultado da pesquisa será apresentado à comunidade científica internacional em setembro, durante a reunião anual da comissão internacional que estuda os produtos apícolas com ênfase nos métodos analíticos, a Internacional Honey Comission (IHC), em Praga, na Tchecoslováquia.

 

Participaram da pesquisa as pesquisadoras do Pólo Regional do Vale do Paraíba, Érica Weinstein Teixeira e Maria Luisa Florêncio Alves; a pesquisadora doInstituto de Zootecnia, Augusta Carolina C. C. Moreti; e a farmacêutica-bioquímica da USP, Karla Cristina Lima da Silva Oliveira, orientada de mestrado da professora Lígia Bicudo Muradian.

 

Durante os estudos, as profissionais da SAA implantaram um apiário experimental, realizaram a coleta e o processamento do pólen, e fizeram a identificação das espécies botânicas que contribuíram para o conhecimento da composição do pólen. Segundo as pesquisadoras, a identificação da origem botânica, foi realizada com o laminário de referência existente na unidade de pesquisa e desenvolvimento, resultado de uma pesquisa anterior, desenvolvida em parceria com a Esalq.

 

De acordo com a estudante da USP, as amostras analisadas na região podiam ser consideradas fonte de betacaroteno e vitamina C, “visto que uma porção de 25 gramas fornece 15% da ingestão diária recomendada”. E também eram ricas em vitamina E. “Dependendo da época da coleta, há a predominância de uma das vitaminas. Em abril de 2005 observou-se maior quantidade de betacaroteno, e em outubro do mesmo ano houve a predominância da vitamina C”, explicou Karla, em entrevista à Agência USP de Notícias. O pólen apícola é uma mistura do pólen das flores, colhido pelas abelhas operárias, com néctar e substâncias salivares.

 

Para medir as perdas de vitaminas após a secagem, as pesquisadoras compararamdois processos diferentes de desidratação. Na análise utilizando um desumidificador a 35º C (protótipo desenvolvido por empresa privada), as perdas de vitamina E foram 30,6%; vitamina C, 4%; e betacaroteno, 49,3%. Já na estufa, a 420 C (modelo utilizado tradicionalmente) as perdas foram de 39,4% de vitamina E; e 8,1 e 58,8% nas outras substâncias, respectivamente.

 

Tendo em vista os resultados promissores, as pesquisadoras da SAA acabam de submeter novo projeto de pesquisa às duas agências de fomento intitulado “Avaliação microbiológica do Pólen Apícola in natura e desidratado sob diferentes temperaturas”. Desta vez integrará o grupo a pesquisadora do ITAL, Neliane Ferraz de Arruda Silveira, além da nova pesquisadora da área de agregação de valor Pólo Regional, Renata Galhardo Borguini. O propósito agora, é avançar nos padrões higiênico-sanitários do produto, visando fornecer subsídios aos órgãos competentes, para o possível estabelecimento de padrões microbiológicos para pólen apícola. Além disso, pretende-se apontar ações preventivas, no sentido de reduzir os riscos ao consumidor.

 

Mais informações (12) 3642-7822, com Érica Weinstein Teixeira, ou Maria Luisa Florêncio Alves, ou pelo email apicultura@aptaregional.sp.gov.br

 

 

Texto produzido pela Assessoria de Comunicação

comunicacao@aptaregional.sp.gov.br

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