APTA REGIONAL INICIA NOVAS PESQUISAS COM BANANA E OUTRAS FRUTAS NA REGIÃO DE MARÍLIA

 banana

Aumentar a diversificação de culturas e a rentabilidade do produtor rural. Com esse objetivo a APTA Regional, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, iniciou o projeto de pesquisa “Avaliação de germoplasma de bananeiras na região Centro Oeste Paulista”. O estudo, instalado semana passada no município de Lupércio (SP), é desenvolvido pela Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Marília (UPD Marília), vinculada ao Polo Regional Centro Oeste.

 

O projeto, inédito na região, é fruto de parceria entre a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), com o apoio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e da Cooperativa Agrícola Sul Brasil de Marília. A banana é a segunda fruta mais consumida no mundo, possuindo excelente fonte de potássio. É indicada para todas as faixas etárias, principalmente crianças e idosos, e fundamental na alimentação de esportistas, por ajudar no fortalecimento muscular e na prevenção de cãibras.

 

A área experimental é formada por novas variedades de bananeiras dos tipos prata, nanica e maçã, visando avaliar produtividade, qualidade de frutos e resistência às doenças, explica a pesquisadora Adriana Novais Martins, coordenadora do projeto. “Consideradas como fatores limitantes à expansão da bananicultura em diversas regiões brasileiras, as principais doenças da cultura, conhecidas como Sigatoka Amarela, Sigatoka Negra e Mal do Panamá aumentam o custo de produção, diminuindo a rentabilidade da lavoura.”

 

Com as novas variedades, resistentes a essas doenças, a bananicultura convencional será substituída por lavoura mais tecnificada, com variedades superiores, o que possibilitará o atendimento do exigente mercado consumidor, explica Martins. “É importante ressaltar que a utilização das novas variedades implica em tecnificação da lavoura, com a adoção de técnicas mais eficientes, favorecendo o incremento da produção. O aumento da rentabilidade da cultura é o ponto fundamental, associando-se a sustentabilidade do bananal com técnicas modernas e produtivas.”

 

Este projeto vai viabilizar o início das atividades de pesquisa não apenas com a cultura da banana, mas também com outras fruteiras, na região de Marília, revela Adriana Martins. Estas pesquisas serão implantadas ainda este ano, e deverão abranger nutrição, irrigação e controle de pragas e doenças. Trabalhos envolvendo a cultura da amoreira e do maracujá já estão em andamento na Unidade.

 

Mais informações podem ser obtidas na UPD de Marília/Polo Regional Centro Oeste, localizada na Rua Andrade Neves, 81. O telefone de contato é (14) 3433-0027.

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