APTA REGIONAL EXPÕE ANTÚRIOS MAIS CULTIVADOS NO BRASIL E PALMITO PUPUNHA

 
Antúrios mais cultivados no Brasil serão expostos na Agrishow
 
Na Agrishow 2013, os produtores rurais poderão conhecer as variedades de antúrio desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (IAC-APTA), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. São elas IAC Eidbel e IAC Luau.
 
De coloração vermelho forte, a variedade IAC Eidibel é a mais cultivada no Brasil, devido ao seu formato, cor e brilho. A IAC Luau, de coloração branca, é também largamente cultivada no País.
 
De acordo com o pesquisador do Polo Vale do Ribeira, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Eduardo Jun Fuzitani, a cultura de antúrio expandiu-se no Estado de São Paulo, principalmente no Vale do Ribeira, região que apresenta condições edafoclimáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. “Recentemente, alguns produtores iniciaram a aquisição de mudas de variedades ou seleções de antúrios nacionais, obtidas por clonagem em laboratório, o que refletiu na produção de produtos uniformes, principalmente na cor e formato”, afirma Fuzitani.
 
 
Palmito pupunha é uma alternativa de cultivo para produtores do Vale do Ribeira
 
O palmito pupunha é uma excelente alternativa para os produtores rurais da região do Vale do Ribeira e tem crescido em outras regiões do Estado e também na Bahia. Estima-se que existam quatro mil hectares cultivados com palmito pupunha no Vale do Ribeira e a produção está em franca expansão. Para atender os produtores rurais que têm interesse na atividade, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vai expor na Agrishow 2013, hastes de palmito pupunha e disponibilizar um pesquisador para atender os interessados.
 
O histórico de produção de palmito pupunha tem suas raízes no Vale do Ribeira, com a utilização da palmeira juçara, porém, o corte indiscriminado desta planta nativa levou à quase extinção da espécie, fazendo com que o palmito migrasse para a região Norte do Brasil, também sustentada na extração predatória.
 
Na década de 1990, começou a surgir no mercado a produção de palmito a partir de plantas cultivadas, em especial a pupunheira, sendo a principal palmeira cultivada atualmente. “No atual panorama de produção de palmito, o Vale do Ribeira volta a ter expressão, exatamente com o crescimento da participação das palmeiras da extração ilegal de palmito, além da geração de empregos na região”, explica o pesquisador da APTA, Erval Rafael Damatto Junior.
 
Os aspectos que se destacam para o bom desenvolvimento da cultura na região são o clima propício, a quantidade adequada de chuvas e a existência de solos já abertos, ociosos, ou com culturas de áreas degradadas, não havendo a necessidade de desmatamento para o plantio, com excelente aptidão para o desenvolvimento da cultura. “Além disso, a região do Vale do Ribeira tem localização geográfica privilegiada, entre os dois maiores centros consumidores de palmito em conserva, São Paulo e Curitiba”, afirma o pesquisador da APTA.
 
Segundo Damatto Junior, como a região tem tradição de produção de palmito em conserva, já existem indústrias tradicionais no ramo em processo de expansão.
 
 
Texto:
 
Fernanda Domiciano

Assessoria de Imprensa – APTA
 

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