APTA REGIONAL: AGREGAÇÃO DE VALOR E ARTICULAÇÃO DA CADEIA DE PRODUÇÃO CONSOLIDAM O MERCADO DE ACEROLA NA ALTA PAULISTA

22/03/2007

 

A região da Alta Paulista adotou a agregação de valor como saída para aumentar a produção e os rendimentos dos produtores de acerola. A cidade de Juqueiropólis é, atualmente, a terceira maior produtora de acerola do país, ajudando a firmar o Estado de São Paulo como maior produtor desta fruta no país.

 

“Empresas que antes não tinham mercado para negociar a sua produção, a partir de articulações dos pesquisadores, conseguiram vender o excedente produzido e motivouo cultivo da acerola na região, fato este que pode ser observado pela abertura de novas áreas para o plantio da fruta”, conta o pesquisador do Pólo Regional da Alta Paulista, Paulo Eduardo da Rocha Tavares.

 

Grande parte do êxito pode ser remetida ao trabalho realizado em 2006 pelo Pólo Regional da Alta Paulista, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo que desenvolve pesquisas na área de agregação de valor. A partir de eventos e outras formas de divulgação, associações, empresas e pesquisadores receberam informações a respeito das possibilidades de crescimento do mercado de acerola, caso houvesse a adequação da produção de acordo com a demanda das indústrias.

 

“Percebemos a necessidade de organizar a cadeia de produção da acerola, tanto para as novas empresas existentes, assim como, para as novas empresas que desconheciam o potencial da região, gerando aos produtores novas alternativas de mercado”, diz Paulo.

 

Segundo o pesquisador, as articulações foram feitas com base nas pesquisas do Pólo Regional, onde a equipe pesquisou novas variedades de acerola e os segmentos industriais que possam vir a utilizar a mesma.“Além de sucos de acerola conhecidos, desenvolvemos sucos diferenciados com a junção de soja e fibras funcionais, mostramos como alternativa o uso da acerola em novos produtos como xampus, cremes, gomas de mascar e outros já existentes no mercado internacional”.

 

O preço do quilo da acerola que era de R$ 0,45 e estava estacionado, subiu para R$ 0,50, um bom preço para o mercado, segundo produtores. De acordo com o pesquisador antes, a produção da fruta era de maneira descontínua, dificultada pelos problemas que a agroindústria enfrentava pela falta de mercado consumidor, fato este foi impulsionado através da introdução de novos compradores.

 

Na região da Alta Paulista, assim como em outros locais, a acerola é cultivada por agricultura predominantemente familiar salvo raras exceções. A colheita do fruto tem a necessidade de ser programada e cumprida em datas determinadas. “Após o período da colheita, a acerola perde suas características que possibilitam o consumo e a industrialização”, afirma Tavares.

 

A acerola não era uma cultura muito conhecida no país, sua produção estava concentrada na região nordeste. Há cerca de 10 anos, a fruta começou a ser cultivada na região da Alta Paulista e apresenta um sabor mais agradável do que o fruto da região nordeste. Isto ocorre provavelmente devido a diversos fatores como a variedade cultivada na região, condições edafoclimáticas e outras. Contribuindo desta forma no aumento do consumo da fruta “in natura” e mesmo na forma industrializada por todo o país.

 

Mais informações sobre a produção de acerola na região da Alta Paulista com os pesquisadores Paulo Eduardo da Rocha Tavares e Eliane Gomes Fabri nos telefones (18) 3521.4800 e 3521.9154, ou pelo e-mail:

ptavares@aptaregional.sp.gov.br ou efabri@aptaregional.sp.gov.br

 

Texto produzido pela Assessoria de Comunicação

comunicacao@aptaregional.sp.gov.br

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