APTA DISCUTE OS PRINCIPAIS PROBLEMAS E AS NOVAS TÉCNICAS DE CULTIVO DO MARACUJÁ

 

O Brasil é o maior produtor e o maior consumidor de maracujá. Na década de 1990, no Estado de São Paulo a cultura foi uma alternativa bastante atraente para pequenos produtores. Em 1997, a área de cultivo da fruta em São Paulo era de 4 mil hectares. Porém, foi reduzida para 2 mil em 2011, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A explicação para a diminuição da área de cultivo são os problemas fitossanitários, como fungos de raízes, doenças de folhas e viroses. Aproximadamente um terço da área plantada com maracujá no Estado encontra-se na região Oeste, que também tem sofrido com a ocorrência de doenças. De acordo com o pesquisador da APTA, José Carlos Cavichioli, os preços recebidos pela fruta nos últimos anos têm sido compensadores. “Os produtores da região Oeste do Estado, responsável por aproximadamente um terço da área plantada, persistem no cultivo do maracujá, apesar da ocorrência de doenças”, afirma.
 
Com o objetivo de discutir os principais problemas da cultura e disponibilizar novas tecnologias aos produtores da região de Adamantina, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), por meio do Polo Regional Alta Paulista, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizou reunião técnica sobre o maracujazeiro. O evento ocorreu em 27 de agosto e reuniu cerca de 70 pessoas, entre produtores e técnicos. Durante a reunião, foram abordados os principais aspectos da cultura com o objetivo de capacitar os participantes para o cultivo da fruta e a obtenção de sucesso na exploração da atividade.
 
Nos últimos anos, diversas tecnologias estão sendo incorporadas ao cultivo do maracujá como  forma de contornar alguns problemas fitossanitários. Entre elas, pode-se destacar o plantio de mudas altas, manejo para viroses e o uso de enxertia para o controle de fungos do solo.
 
A programação do evento contou com palestras sobre tratos culturais da cultura, apresentada pelo engenheiro agrônomo da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI),  Wagner Dantas da Silva. A técnica da enxertia no controle da morte prematura de plantas foi exposta pelo pesquisador da APTA, José Carlos Cavichioli. A produção de mudas altas e manejo da virose foi tema da palestra do pesquisador da APTA, Nubuyoshi Narita. Planejamento e implantação da cultura do maracujá foram apresentados pelo engenheiro agrônomo da CATI, Marcos Rogério Tortuello dos Santos. Os participantes  visitaram uma lavoura de maracujá e puderam verificar a ocorrência de algumas doenças, assim como as técnicas recomendadas para a cultura.
 
De acordo com os pesquisadores da APTA que participaram do evento, o potencial de produção do maracujá no Brasil e a demanda do mercado interno e externo indicam a importância do cultivo da fruta para a economia brasileira, principalmente no segmento da agricultura familiar, por oferecer o mais rápido retorno econômico entre as frutíferas e uma receita distribuída pela maior parte do ano.
 
Texto: Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa - APTA
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